Blog-dos-ventos

quarta-feira, maio 04, 2005

Tucano linguarudo



Existe uma revista chamada Leader, vinculada ao Instituto de Estudos Empresariais. O IEE organiza o Fórum da Liberdade, que ocorre todos os anos, desde 1988, em Porto Alegre. Uma vez localizados, vamos ao fato.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, esteve em Porto Alegre participando da 18° edição do Fórum. Em sua fala no evento, ocorrida ontem, Alckmin disse que: 1) é muito fácil administrar elevando juros para conter a inflação; 2) para voltar a crescer o Brasil, precisa fazer as reformas fiscal, tributária e trabalhista; e 3) a taxa de juros e o câmbio representam "o custo PT".

Não há necessidade de ser ornitólogo para saber que o professor Fernando Henrique Cardoso e Gerando Alckmin são do mesmo partido. Depreende-se daí, que a fala de Alckmin foi uma autocrítica. Ou não?

Vejamos: 1) após oito anos de exercício do poder tucano, nenhuma das reformas apregoadas foi feita; 2) quando FHC deixou o Planalto, a taxa Selic era de 25% a.a.; 3) a inflação mensal em dezembro/2002 era de 3,75% (IGP-M), 2,10% (IPCA) e 2,70% (INPC); 4) o câmbio era feito à base de R$ 3,5325 por US$ 1.00.

Hoje, a inflação mensal é de 0,86% (IGP-M), 0,61% (IPCA) e 0,73% (INPC); o câmbio está em R$ 2,4999 por US$ 1.00; e a taxa Selic é de 19,5% a.a.

Das três, uma ou duas ou as três:
1) Alckmin tem memória curta;
2) ele aposta que ninguém tem memória;
3) o "custo PSDB" é muito maior do que o "custo PT".

De resto, Alckmin pregou a redução do ICMS sobre o álcool combustível. Disse que a prática elevou a arrecadação em SP. Ótimo que tenha sido assim. Ficou a dúvida se isso pode ser considerada uma descortesia, por ter sido dito na terra onde o governador acaba de elevar diversas alíquotas do imposto. A imprensa local ouviu e, como sempre, repercutiu seletivamente. Onde o assunto trocava de partido, trocou de assunto.

1 Virações:

  • Meu,

    Aqui você está sendo petelho.
    1) Esquece que o PT não deixou fazer as reformas e
    2) todos aqueles indicadores se deviam ao medo do que o Çilva faria.

    By Anonymous Anônimo, at 1:38 PM  

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