Enfim, uma voz
Jean Charles de Menezes morreu.
Por que pulou a catraca e, quando foi abordado, imaginou ter sido pelo pequeno delito e fugiu? Talvez. Por que estava com o visto vencido? Não parece. Por que pensou que estava sendo atacado por um bando? Pode ser. Por que 20 James Bonds (o agente com zero zero, a licença para matar) ficaram com medo que ele explodisse uma bomba? Isso, para ele e para sua família, não mais importa, porque Jean está morto. A mim, no entanto, importa registrar: a voz que eu esperava ouvir de autoridades ou na imprensa brasileira, veio de uma autoridade argentina.
Deu no Terra:
Argentina critica morte de brasileiro em Londres
[ O chanceler da Argentina, Rafael Bielsa, criticou nesta segunda-feira a resposta militar ao terrorismo e disse que o fato de a polícia de Londres ter matado o brasileiro Jean Charles de Menezes mostra que o mundo "está retrocedendo às épocas mais obscuras de sua história".
Em declarações à imprensa na Cidade do México, Bielsa disse que rejeita a "abordagem bélica" contra o terrorismo. Em entrevista coletiva junto com o ministro das Relações Exteriores mexicano, Luis Ernesto Derbez, Bielsa disse que "claramente vamos em direção a um mundo mais inclemente, se a abordagem a que nos limitamos (na luta contra o terrorismo) for a bélica".
"Não é possível continuar abordando belicamente ameaças que aparecem todos os dias, porque não há quantidade ilimitada de recursos militares para abordá-las desse modo", e a resposta militar "parece estar quase em seu limite logístico", enfatizou o chanceler argentino. Bielsa também criticou o fato de a polícia de "um país que se orgulha de sua tradição e da supremacia do Direito, como a Grã-Bretanha", ter matado "por engano" o brasileiro Jean Menezes.
"A morte de Menezes e a ratificação (oficial) de que vai continuar agindo dessa maneira não é um discurso que nos aproxima do gênero humano, mas nos faz retroceder a épocas obscuras da história da humanidade", acrescentou o chanceler. Bielsa e Derbez se reuniram hoje durante o fórum "México-Argentina, visões e perspectivas". A Argentina condenou os atentados cometidos em Londres e manifestou sua esperança de que os responsáveis sejam presos e processados. ]
Estamos às portas do totalitarismo global explícito.
Por que pulou a catraca e, quando foi abordado, imaginou ter sido pelo pequeno delito e fugiu? Talvez. Por que estava com o visto vencido? Não parece. Por que pensou que estava sendo atacado por um bando? Pode ser. Por que 20 James Bonds (o agente com zero zero, a licença para matar) ficaram com medo que ele explodisse uma bomba? Isso, para ele e para sua família, não mais importa, porque Jean está morto. A mim, no entanto, importa registrar: a voz que eu esperava ouvir de autoridades ou na imprensa brasileira, veio de uma autoridade argentina.
Deu no Terra:
Argentina critica morte de brasileiro em Londres
[ O chanceler da Argentina, Rafael Bielsa, criticou nesta segunda-feira a resposta militar ao terrorismo e disse que o fato de a polícia de Londres ter matado o brasileiro Jean Charles de Menezes mostra que o mundo "está retrocedendo às épocas mais obscuras de sua história".
Em declarações à imprensa na Cidade do México, Bielsa disse que rejeita a "abordagem bélica" contra o terrorismo. Em entrevista coletiva junto com o ministro das Relações Exteriores mexicano, Luis Ernesto Derbez, Bielsa disse que "claramente vamos em direção a um mundo mais inclemente, se a abordagem a que nos limitamos (na luta contra o terrorismo) for a bélica".
"Não é possível continuar abordando belicamente ameaças que aparecem todos os dias, porque não há quantidade ilimitada de recursos militares para abordá-las desse modo", e a resposta militar "parece estar quase em seu limite logístico", enfatizou o chanceler argentino. Bielsa também criticou o fato de a polícia de "um país que se orgulha de sua tradição e da supremacia do Direito, como a Grã-Bretanha", ter matado "por engano" o brasileiro Jean Menezes.
"A morte de Menezes e a ratificação (oficial) de que vai continuar agindo dessa maneira não é um discurso que nos aproxima do gênero humano, mas nos faz retroceder a épocas obscuras da história da humanidade", acrescentou o chanceler. Bielsa e Derbez se reuniram hoje durante o fórum "México-Argentina, visões e perspectivas". A Argentina condenou os atentados cometidos em Londres e manifestou sua esperança de que os responsáveis sejam presos e processados. ]
Estamos às portas do totalitarismo global explícito.

3 Virações:
Com toda razão o argentino: estamos retrocedendo. E não são os "terroristas"... abs
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Anônimo, at 8:06 AM
Perfeito Roman. E legal que o apoio tenha vindo dos argentinos.
Abraço,
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christophersmom, at 2:44 PM
Nosso governo está perdido, Roman - não espere muita coisa dele.
Triste, muito triste essa história ...
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Anônimo, at 2:58 PM
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