Blog-dos-ventos

quinta-feira, junho 30, 2005

On the rocks


Foto: Wassmann Photography

Garçom: Vai beber algo?
Cliente A: Um guaraná.
Garçom: Laranja e gelo?
Cliente A: Sim.

Garçom: Você?
Cliente B: Uma água mineral com gás.
Garçom: Limão e gelo?
Cliente B: Só gelo.

Garçom: E você?
Cliente C: Um suco de laranja.
Garçom: Com gelo?
Cliente C: Com laranjas.

Jogos

Ele, adiantando os alas: - Te quero.
Ela, jogando com três volantes: - Te conheci hoje. Vamos devagar.
Ele, querendo tomar an passant: - Mas... te quero muito. Mesmo.
Ela, fazendo o roque da Dama: - Calma! O mundo foi feito em sete dias.
Ele, marcando um gol contra: - Tá, mas olha o tamanho do mundo.

quarta-feira, junho 29, 2005

Quase a loteria

Ninguém ainda noticiou mas, quando Roberto Jefferson reaparecer, carregará um ferimento no olho, cuja sutura contou doze pontos.
Existem duas versões para o acidente:
1) queda no banheiro;
2) um armário com CD de músicas virou sobre o deputado e feriu-o.

Ele não tem prova de nenhuma das versões, mas garante que a coisa aconteceu de um jeito. Ou de outro.

Vapt-vupt [2]


Quer ver melhor? Clique na imagem.

O juiz de Wimbledon, Alan Mills, diz-se incomodado com os gemidos que as tenistas soltam durante os jogos. Imaginem que nem a Sharapova foi perdoada. Seu "som" ultrapassa os 100 decibéis, o equivalente a uma sirene de polícia ou a um pequeno avião aterissando. O magistrado não disse se ela também o incomodaria em outro ambiente.
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Deu no Terra: PMDB pede ao governo R$ 6 bi e seis ministérios.
Talvez tenha sido por isso que alguém teve a idéia do "mensalão".
Era mais barato.

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É de doer.
O RJ, com a quela cara de JR, olhando pra câmera com jeito de quem diz "La garantía soy yo!" é de doer.

O nome em si


Foto: Serra do Rio do Rastro, por Paulobro

Indício,
rasto,
vestígio.

terça-feira, junho 28, 2005

M$ 1.000

Manifestação genérica do Tribunal de Contas de um certo estado de um certo país fez sustar (por enquanto) "negociação" envolvendo a transferência da folha de pagamento de uma certa prefeitura para um certo banco estrangeiro, que tem uma certa cor vermelha na marca. Valor do "bônus" = mil mensalões (ou R$ 30 milhões).

"Só um pouquinho, por favor!"

Sabe aqueles locais nos quais você entra, espera, espera e espera? Chega a sua vez de ser atendido, você mal introduz o assunto e o telefone toca? A atendente diz: “Só um momentinho, por favor”, pega o aparelho e esquece de você?

Num lugar desses, assim que a atendente começar a falar, você identifica facilmente qual dos três tipos básicos está do outro lado da linha. Só tem três naipes de pessoas que ligam quando você está na frente da atendente:
1) um filho que quer fazer algo que a vó não quer deixar e será repreendido com ameaças entre dentes, após a tentativa de convencimento falhar;
2) um namorado ligando do emprego, para dizer que só ligou pra contar que está com saudade, mas que vai levar 32 minutos para conseguir expressar como é grande o seu amor pela atendente, enquanto ela finge estar falando com um importante cliente;
3) um cliente irritado, que não vai sossegar enquanto não roubar, pelo menos, 43 minutos do seu dia.

Conheço o caso de uma pessoa que, após ter o atendimento interrompido a todo o momento pela campainha de um aparelho, começou a ficar mais angustiado que barata de ponta-cabeça. Perguntou a outro funcionário qual era o número da empresa e o ramal da mesa onde ele esperava. Concluída a última ligação, ligou para a empresa, pediu o ramal informado e fuzilou no celular à moça sentada à sua frente: "Agora você vai me atender".

E este é só um caso. Tem vários e tem um outro muito mais interessante e engraçado. Na verdade é uma história sensacional, porque envolve gente conhecida. Aconteceu numa empresa... Bem, quando eu revelar onde aconteceu, tem gente que vai cortar a própria carne de tanto rir.

É o seguinte: um dia a conhecida...
- Oooops! Só um minutinho, por favor. O telefone está tocando e eu preciso atender.

Finalmente

Quando eu já me preparava para acionar o Procon, eis que o Milton Ribeiro finalmente começa a desfiar "O Imprescindível na Música Erudita".

segunda-feira, junho 27, 2005

Teste de atenção

Responda (e nem precisa ser tão) rápido:
Quem é mesmo o prefeito de Porto Alegre?

O mistério de Biajoni

Num hilariante post relatando um encontro de blogueiros, ocorrido em São Paulo, com mais personagens do que Aurelianos em "Cem anos de solidão", o Biajoni escreveu sobre um tal Alexandre Soares Silva ser a Carmen Miranda. Ele só não contou o porquê. Nem sei quem é ASS, mas chama atenção o curioso conjunto de iniciais do nome.

Falar em Carmen Miranda: vocês sabiam que a cantora dos sucessos "O que é que a baiana tem", "Mamãe eu quero" e "Tico-tico no fubá" teve um documentário sobre a sua vida intitulado "Banana is my business"?

domingo, junho 26, 2005

Pós-cirurgismo

A Maria Tomaselli escreveu uma crônica contando como o presidente da Itália, Silvio Berlusconi, virou sabão. Fiquei imaginando o método aplicado aos resíduos de cirurgias plásticas de algumas pessoas famosas. Por exemplo: já pensaram que obra de arte poderia ser feita com as sobras dos seios da gorda vendedora de cigarros de Amarcord? Ou do nariz de Gérard Depardieu? Do dedo extra da Rose di Primo? E com o corpo inteiro da Ana Hickman? Hein, hein?

sábado, junho 25, 2005

Virou moda



No dia 22 de junho, o Senador Hélio Costa (MG) apresentou Projeto de Emenda a Constituição que torna inafiançáveis e imprescritíveis os crimes de corrupção na administração pública.

Só para lembrar: antes disso, no dia 08 de junho, o Senador Paulo Paim (RS) já apresentara Projeto de Lei, tornando o crime inafiançável.

O Senador Paim foi um dos destinatários da campanha anunciada aqui, em post do dia 26 de maio último. Após receber a solicitação por e-mail, encarregou a Consultoria Legislativa de viabilizar a proposta. A matéria aguarda designação de relator.

Moda passa. Espero que a matéria, em qualquer das versões, também passe (no plenário).

O dia seguinte

Estranho...
Tirei um cochilo de dez minutos e acordei de ressaca.
Logo eu, que não bebi. Sonhei que o Rafael, tinha 'roubado' uma poesia, que foi merecedora de considerações:

do Ludovico: "Que foi, de fato, sobre defuntos, uma muito boa resposta"

do Flavio Prada: "So por isso, vai entrar na minha lista."

da Simy: "Depois de um poema daqueles você realmente merece uma folga. Eu nunca vi tanta delicadeza no roubo de um poema."

da Leila: "Roman, estou com o Flavio..."

do Tiagón: "E mais do que a homenagem; a maneira que ele se apropriou da poesia foi digníssima, honrada e criativa. Diálogo de altíssimo nível entre blogueiros :)"

E, no sonho, havia comentários no blog do Rafael, sobre o mesmo poema. Falaram:

Cipy: "Muito bem roubado, Rafa. Lindo poema. Assim q o li nos comentários, vi sua beleza e simplicidade. Parabéns ao Roman! Beijão!"

Roberta Febran: "Perfeito! Eu já havia lido nos comentários do outro post, você fez muito bem... É a primeira vez que parabenizo alguém por roubar! :0)"

Flavio Prada: "Fiquei tentado em rouba-lo tambem de voce ja que teria cem anos de perdão, mas não ia dar certo."

Dede: "A primeira vez na vida que vejo um roubado ficar feliz."

Fernando Henrique: "Bela dica de link."

Leila: "Lindo o poema, e parabéns ao Roman pela felicidade de curtir mais um filhote nessa linda idade de oito meses."

Tiagón: "Eis uma citação inteligente :D "

Idelber: "Que conste: o poema está escrito inteirinho em impecáveis redondilhas maiores (versos de 7 sílabas), uma das métricas mais difíceis e traiçoeiras em língua portuguesa. Esses gaúchos são foda."

Luciana: Belo, sensível e tocante. Bjs e bom fines.

e Bear: "Eu chamaria este poema "A insustentável leveza do morrer". Vai combinar profundidade e leveza assim lá na casa do ..."

Que estranho!

sexta-feira, junho 24, 2005

Folga

Pôxa! Estava aqui preparando outra matéria pro Ventos, quando fui abalroado pela notícia que o Rafael havia 'roubado' para si o comentário que deixei no post Momento Hebe.

Ainda meio zonzo com a confissão, decidi largar tudo e tirar um dia de folga. Hoje não produzo mais nada. Vou ficar só curtindo a gentileza. Êta!

Mutantes


Você aí: já pensou que existem pessoas que se correspondem e nunca escreveram uma carta e botaram no correio depois de fechar o envelope com uma lambida? E que um dia elas vão ser maioria? (Se já não são)

quinta-feira, junho 23, 2005

A diferença

O jogo de ontem, Brasil 2 x 2 Japão, mostrou, para quem quis ver, a diferença existente entre técnico e treinador de futebol.

Zico é treinador: seu time não erra passes, se movimenta em velocidade, alterna jogadas... Quem conhece o software "Aprenda futebol com Zico" vê no time a aplicação prática daqueles ensinamentos. Na partida, em cada movimento onde se podia ver o dedo de um treinador havia uma certeza: era tudo japonês.

Parreira é técnico, como de resto a maioria dos homens que comandam times de futebol no Brasil. Põe o time pra jogar e, no mais das vezes, é salvo pelo talento individual dos jogadores. Se esse Brasil tivesse um treinador de futebol seria um time imbatível.

Oh, tempora!



Vivemos tempos em que basta dizer "Roubei" e dedurar dois comparsas, para virar herói.

Planejamento



O Rafael Galvão inventou de perguntar:
"Você tem medo da morte?"
Deixei minha resposta:

Mestre Rafael pergunta,
se temos medo do fato
de a vida virar defunta.
Essa coisa de morrer,
não tem como socorrer:
é um defeito que é nato

Nasceu, tá pronto pra viagem.
É questão de dia e hora;
é regressiva a contagem.
Pode ser lá no futuro,
depois de homem maduro,
pode ser aqui e agora.

Nascemos e nos enreda.
Não carece de ter medo
de algo que é tiro e queda.
Por isso, tô preparado,
o contrato afiançado:
na hora agá, me escafedo

Mas dois desejos carrego,
com os quais durmo agarrado.
Ao corpo peço, e não nego,
com o máximo vigor:
agüenta um pouco de dor,
mas não padece entrevado.

O meu segundo pedido,
depois do qual eu me aquieto,
dou o pleito por cumprido:
criar bem os meus filhotes,
e, o mais precioso dos dotes,
beijar meu último neto.

Por ser pouco o que assesto,
dou como certo que a vida
atenderá sem protesto
a petição que revelo.
Pouco mais que um caramelo,
é quase nada a pedida.

Então, planejar a vida
é necessário, por vezes.
Espichar minha medida,
com sutil aditamento:
o meu último rebento
mal completou oito meses.

quarta-feira, junho 22, 2005

A volante goleadora



As objeções que li até agora à indicação de Dilma Rousseff para a Casa Civil soaram como elogio:

4Murillo de Aragão e Cristiano Noronha, analistas políticos da empresa de consultoria Arko Advice: "A saída de Dilma Rousseff do Ministério das Minas e Energia deverá ser motivo de grande alegria para muitos empresários e burocratas. Especialmente do setor privado e na Petrobrás."

4Noblat:"Severino Cavalcanti, presidente da Câmara, é contra. Dilma não lhe deu a diretoria da Petrobrás que "fura poço e acha petróleo".

4Noblat: "...é bom para o governo que todos os ministros tenham 'jogo de cintura'. Dilma não sabe rebolar".

Se as objeções são essas, é 3x0 pra Dilma.

Fazer burocrata e empresário feliz é sinal de competência?
Pode ser e pode não ser.

Severino é contra?
Esta é auto-explicativa.

Dilma não sabe rebolar?
Parece que não é bem ela quem vai ter que rebolar.

terça-feira, junho 21, 2005

Os mendigos de Iraí

Anos 70. Na cidade gaúcha de Iraí, viviam talvez os mendigos mais populares do mundo. Populares, não no sentido Beatles X Cristo, que a cidade era pequena e guitarra ainda não existia por aquelas bandas. Populares, porque Alecrim e Frazão eram conhecidos por todos os 5 mil habitantes da cidade.

Todos gostavam deles e as crianças os transformaram em companheiros de brincadeiras. Foi Iraí o único lugar onde eu vi mendigos jogarem futebol com piazada abastada. Só depois de adulto consegui entender porque, sendo tão queridos, eles viviam na rua.

Quando se punha a cantar, Alecrim deixava nas crianças uma dúvida sobre a veracidade dos versos. Ele cantava:
Quando eu nasci,
um galo preto cantou
minha mãe disse assim:
"Alecrim, tu vais ser cantador".


Entre outros, um caso foi campeão de popularidade.

Descobriu-se que Maria, a papuda, estava grávida.
Pergunta, insiste, aperta e ela entrega o pai: José.

José era um mendigo que fora alcançado pelo tracoma, uma doença que pode levar à cegueira. Ele andava pela cidade, com um saco nas costas, batendo em postes e pedindo desculpas. Falava com voz indolente, meio cantando. Certa feita, o Rotary local conseguiu que um médico em visita se dispusesse a operá-lo em Porto Alegre, distante 500 km da cidade. Recolheram dinheiro para a passagem e outras despesas e embarcaram José na rodoviária. Dois dias depois, é visto na cidade. Nenhum sinal de cirurgia. Ele desembarcara do ônibus numa cidade próxima. Indagado a respeito, defendeu-se: "Se fico curado, vou ter que trabalhar".

Esse, dizia-se, era o pai da criança que Maria levava no ventre. As senhoras da comunidade acharam que aquela pouca vergonha merecia a intervenção do delegado. A polícia localiza José e o leva à Delegacia. Começa o interrogatório.

Delegado: Tu tens andado com a Maria?
José (com voz indolente): É... A gente anda por aí.
Delegado: Tu sabias que ela está grávida?
José: É... Ela me disse.
Delegado: Ela diz que o filho é teu.
José: É... Pode ser.
Delegado: Mas, José, logo tu... Fazer mal pra Maria.
José: (silêncio)
Delegado: Tu nem enxergas direito, homem, como pudeste fazer isso?

José (com voz arrastada): Eu não enxergo mas "aparpo".

Volúpia

Nada como garotas chinesas para acabar a noite.

Noblat, Noblat!

A única novidade que Roberto Jefferson falou até este momento no Roda Viva foi bombástica. Disse que o PSDB recebeu "dinheiro sujo" do José Eduardo Andrade Vieira, na primeira eleição do FHC. Na expressão dele: "...parte era legal".

Ricardo Noblat faz um longo silêncio no blog. Já vão quarenta e três minutos e ele não tocou no assunto.

Outro dia, vi numa matéria que ele esteve cotado para assumir cargo no Governo e foi preterido. Será um tipo vingativo ou tucaneou?

Ô Noblat, precisamos limpar todo o galinheiro. Isso inclui os poleiros.

segunda-feira, junho 20, 2005

Um guia da espécie

O Miton Ribeiro, uma cara que tem um grande defeito, prometeu blogar "uma espécie de guia de obras introdutórias à música erudita".
O prólogo já está disponível aqui. Apesar do grande defeito do cara, periga valer a pena acompanhar. Fica a sugestão.

Raiz celestial


Foto: autor desconhecido

Never asked question [8]

Você, mestre educador,
diga aqui sem ser lacônico:
não é o seu monitor
flanelógrafo eletrônico?

sábado, junho 18, 2005

Uma e outra do Livro dos Erros [11]

Uma:
O bispo Edir Macedo, da TV Record, queria mesmo contratar Jô Soares, então no SBT, antes de voltar à Globo em 99:
- Não sei quanto você está ganhando, mas é muito pouco.

Outra:
Balzac ouviu o jovem cobrador:
- Nem que seja só por mim, senhor Balzac, por favor. Meu patrão advertiu que se eu não conseguir lhe cobrar serei demitido.
Balzac:
- Não resta dúvida, meu jovem, que esse homem quer se livrar de você.

[Do Livro dos Erros - Por Mário Goulart]

sexta-feira, junho 17, 2005

Cautela

Em sua defesa, Roberto Jefferson pediu o testemunho de Maria Cristina Mendes Caldeira, ex-mulher do deputado Waldemar Costa Neto, autor da representação que poderá resultar na cassação do seu mandato.

É por esta e outras que o jornalista Paulo Sant'ana tem razão quando afirma: "Se tu não confias na tua mulher, não te separa dela".

Vapt-vupt [1]

Até agora, a única vítima vítima mesmo foi o suplente do José Dirceu, que perde o lugar na Câmara de Deputados.
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Dá pra acreditar?
No RS, um réu não foi a julgamento porque a Superintendência dos Serviços Penitenciários não tinha combustível para transportá-lo ao tribunal.
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No mesmo dia, foi anunciado pagamento de incentivo a quem der informações à polícia sobre criminosos procurados.
Deu pra entender?
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Relembrando: foi Lula, comentando em 1993 o escândalo da CPI do Orçamento, quem afirmou que havia 300 picaretas no Congresso.
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Foi-se embora de Porto Alegre o garoto Anderson, do Grêmio. Com 17 anos, joga muito mais do que Ronaldo de Assis Moreira jogava quando tinha 17 anos. Deve desembarcar em outro Porto, em Portugal.
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Acabou ontem o prazo para apresentação de emendas ao Projeto de Lei do Senado nº 209, de 2005.

quinta-feira, junho 16, 2005

Navegar é preciso


Foto: autor desconhecido

Má pontaria

Em sua defesa, Roberto Jefferson "requisitou ao Banco Central averiguação de saques bancários, em dinheiro, do Banco do Brasil e do Banco Rural, superiores a 100 mil reais, no período entre março de 2004 e junho de 2005".

Alguém precisa avisá-lo que, em quase 2.600 municípios do país, o Banco do Brasil, por delegação do Banco Central, abastece com dinheiro todos os bancos.

Se ele viu cintas do BB em maços de notas, não há 100% de certeza que o dinheiro foi sacado naquele banco.

Mirando assim, acabará fazendo a alegria de quem perdeu o sono.

Banguela

[Zeca Baleiro]
Ouça aqui

Favela não é hotel,
vida não é novela,
qual é a graça desgraça
que há no riso do banguela.

Mulher é pro carinho,
vinho que a uva deu,
deserto é do camelo,
novelo de teseu.

Tesão vira barriga,
briga de foice mata,
na rede da intriga
tem sérvio e croata.

Tudo que é urso hiberna,
tudo que é peito sangra,
bomba de hiroshima
explodirá em angra.

Cabeça não é pinel,
cabelo vira trança,
dança de pigmeu
veneno da vingança.

quarta-feira, junho 15, 2005

Pergunta entre ouvidos [1]

A quem interessa o fim do PT?

A secretária

Apareceu uma testumunha da manipulação do dinheiro: Fernanda Karina Ramos Somaggio deu entrevista à IstoÉ Dinheiro. Citou Valério, Delúbio e outros.

No ninho de informações, uma surpresa: Pimenta da Veiga, ministro das Comunicações de FHC, teria recebido R$ 150 mil da SMP&B.

Como santo aqui só tem um, Fernanda é processada por Valério, acusada de extorsão. Fala em retirada de R$ 1 milhão. Não será difícil conhecer o autor. Quem saca em espécie acima de R$ 100 mil deve ser identificado pelo caixa do banco. A informação fica gravada. Não havendo o registro, o banco pode ser acusado por crime de lavagem de dinheiro.

Tem gente que não vai dormir hoje, amanhã, depois...

Habemus Sanctus



O depoimento de Saint Jefferson foi uma aula de desprendimento, martírio, amor ao partido e à Pátria. Tucano elogiou, pefelê aplaudiu. Tem neguinho que chorou. Recebeu o afeto que se encerra no velho peito juvenil: Querido! Símbolo da amada terra do Brasil.

De novo, nada disse, mas mostrou ter muitas mangas. Sabe que pagavam e disse quem eram os pagadores, mesmo alegando não ter provas. Existindo pagadores, como não há de ter pagados? Sabe que recebiam, mas não falou quem eram, mesmo não tendo provas. Incoerência? Disse que se o "mensalão" tivesse parado no ano passado, ficava tudo bem. Estranha ética.

Afirmou que não tinha as 50-e-poucas fitas que dissera ter. Chamou quem põe fita pra gravar de canalha. Precisando, as fitas aparecem, mandadas pelo Correio (ooops) ou deixadas à porta de casa por um velhaco qualquer.

Beatificou todos os deputados do PP e PL que lhe ofereceram a cabeça... para um afago. Quer pegar José Dirceu (que já deveria ter saído no episódio Waldomiro) por vingança. Nesta cruzada, sacrifica o mandato, se preciso for (o ódio nutrido contra Dirceu é indisfarçável). Para os colegas mensalistas, conta com os serviços dos bons pizzaiolos da casa.

Este parece ser o plano. Óbvio demais.

terça-feira, junho 14, 2005

Visão de futuro

Se for mesmo confirmado que o Viagra causa cegueira, escolas de Braille vão ser um grande negócio nas próximas décadas.

Os riscos do telefone celular



Uma rápida pesquisa no Google fornece muitas informações sobre riscos associados ao uso de celular: explosões em postos de gasolina, problemas neurológicos, câncer, surdez, esterilidade masculina, tremores, distúrbios do sono, catarata... A lista é enorme e informações do tipo podem ser encontradas, por exemplo, aqui e aqui.

Se você leu os links acima, percebeu que quase tudo é considerado balela. Quer dizer, não há prova científica de nada. O perigo, dizem, é teórico.

Agora, porém, caiu-me às mãos, literalmente, a prova de um dano real que o uso de celular pode causar. O curioso é que se trata de algo nunca cogitado, mesmo pelos mais empedernidos detratores da tecnologia. Se esta informação chegar à grande imprensa, sei não.

A prova?
Faça o seguinte experimento:

  • marque um almoço com um cliente;
  • na manhã do dia agendado, coloque o telefone celular para carregar em uma tomada de piso;
  • cuide para que a gaveta da escrivaninha fique entreaberta;
  • espere até estar atrasado para o almoço marcado;
  • já atrasado, leve a mão para retirar o carregador da tomada com um movimento rápido, de forma que o dedo mínimo, e só ele, encaixe no puxador da gaveta;
  • mantenha o movimento vigoroso da mão em direção ao solo;
  • após o estalo, pode soltar um palavrão.
O Blog-dos-ventos adverte:
O uso de telefone celular pode causar fratura da falange distal do quinto quirodáctilo direito.

segunda-feira, junho 13, 2005

O Projeto de Lei

O Projeto de Lei do Senado nº 209, de 2005 repercute no círculo próximo. Pessoas me ligam e escrevem para dizer que gostaram da iniciativa. Marquei a proposta para acompanhá-la passo a passo.

Três coisas podem acontecer:
1) aprovação como está;
2) aprovação com emendas;
3) rejeição.

Há quem aposte que a aprovação seria um "tiro no pé" e que a alteração não passa. Ainda assim, se houver repercussão suficiente, será um constrangimento para os senadores rejeitá-la.

Passando, não penso que resolverá todos os problemas de corrupção. Mas, se contribuir para uma melhoria, por pequena que seja, terá sido um avanço.

Never Asked Questions [7]

Você que é doutor de alma,
pense e responda certinho:
água e açúcar acalma,
ou o que acalma é o carinho?

Uma visão da "crise"

A última Carta Capital traz uma interessante entrevista com Wanderley Guilherme dos Santos.

domingo, junho 12, 2005

Retrato de uma Era




Só para lembrar e ninguém sair por aí pensando que há algum patriotismo na banda tucana. Abaixo, lista das principais (mas não todas) CPI engavetadas pelo Governo FHC:

Empreiteiras
Investigaria a relação entre políticos e empreiteiras. Foi desengavetada pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS) em 1995, mas voltou ao limbo por falta de duas assinaturas. A principal alegação contra ela: a relação já havia sido investigada na época da CPI do Collorgate.

CPI dos Bancos
Foi proposta várias vezes. Só emplacou em 1999, após a desvalorização do real. Alguns dos motivos para pedir sua abertura foram a intervenção federal no Banco Econômico, o caso da Pasta Rosa e o Proer.

Sivam
Após a queda do ministro da Aeronáutica e do chefe do cerimonial do Planalto (Júlio César Gomes dos Santos), articulações do governo fizeram com que fosse criada apenas uma subcomissão, com menos poderes que uma CPI, para investigar as acusações de corrupção. O Sistema de Vigilância da Amazônia foi aprovado em 1996.

Compra de votos da reeleição
A idéia da CPI da compra de votos de deputados para aprovar a emenda da reeleição surgiu com gravações publicadas pela Folha. Deputados diziam como e quanto receberam. A CPI foi abafada com a criação de cinco outras e a nomeação de dois ministros do PMDB.

Grampo no BNDES
A CPI investigaria se houve favorecimento do governo a algum grupo econômico no leilão da Telebrás. As suspeitas surgiram a partir da divulgação de conversas gravadas ilegalmente entre ministros e o presidente do BNDES. Foi aberta a CPI da Funai para evitar a aprovação. Segundo a Polícia Federal, as fitas não teriam valor jurídico para abrir uma investigação.

Eduardo Jorge
O ex-secretário-geral da Presidência Eduardo Jorge Caldas Pereira é acusado de tráfico de influência na liberação de verbas para a obra superfaturada do Fórum Trabalhista de São Paulo. Ele chegou a depor numa subcomissão que deu prosseguimento aos trabalhos da CPI do Judiciário, mas o governo conseguiu abafar o pedido.

sábado, junho 11, 2005

Além de ouvidos, Brasília tem boca



Um novo mail assinado pelo Senador Paulo Paim bateu no meu correio. Desta vez para dar conta de que o pedido que eu lhe fiz, conforme dito no post Conserte-se e publique-se, virou Projeto de Lei, em 08.06.2005, com o texto abaixo.

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 209, DE 2005

Acrescenta parágrafos aos arts. 317 e 333 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, para tornar insuscetíveis de fiança e de liberdade provisória os crimes de corrupção ativa e passiva.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º Os arts. 317 e 333 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, passam a vigorar acrescidos dos seguintes parágrafos:

“Art. 317. ...

§ 3º O crime de que trata o caput deste artigo é insuscetível de fiança e liberdade provisória. (NR)”

“Art. 333. ...

§ 1º...

§ 2º O crime de que trata este artigo é insuscetível de fiança e liberdade provisória. (NR)”

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

A proposta do presente projeto é simples: tornar inafiançáveis e insuscetíveis de liberdade provisória os crimes de corrupção ativa e passiva. Vários crimes em nosso ordenamento jurídico são inafiançáveis e insuscetíveis de liberdade provisória, como os crimes hediondos, o tráfico de entorpecentes, o terrorismo, o crime de lavagem de dinheiro, entre outros.

Por que o crime de corrupção deve ser punido tão rigorosamente quanto esses? A resposta é igualmente simples: porque ele ofende diretamente o contrato social celebrado entre o Governo e a Sociedade Civil, que o art. 1º de nossa Constituição Federal traduz como “Estado Democrático de Direito”, cujos objetivos fundamentais são a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, o desenvolvimento nacional, a erradicação da pobreza e da marginalidade, a redução das desigualdades sociais e a promoção do bem de todos (art. 3º).

O grau de ofensividade do crime de corrupção é tal que vem retirando de milhões de brasileiros a satisfação de necessidades vitais básicas, a materialização de direitos de seguridade social, de ensino fundamental, de saúde pública, de proteção e acolhimento contra a orfandade etc. A maior parte dos bens jurídicos tutelados pelo art. 1º da Lei dos Crimes Hediondos (Lei nº 8.072, de 1990), como a vida, o patrimônio e a saúde pública são atingidos, de uma só vez, pelo crime que o presente projeto de lei objetiva também tornar inafiançável e insuscetível de liberdade provisória.

O crime de corrupção ofende todo o planejamento feito para dotar o orçamento público com recursos mínimos para as áreas sociais, aumenta o risco-País, aumenta a seletividade das políticas públicas, reduz o número de beneficiários, faz cair a qualidade do atendimento estatal, força o governo a deslocar recursos de áreas prioritárias, contribui para que no ano seguinte o aumento do salário mínimo seja menor do que o desejado, reduz o poder de compra do cidadão e, enfim, adia o desenvolvimento nacional.

As práticas espúrias e reiteradas de servidores e agentes públicos são um dos principais fatores que fazem com que o Brasil não consiga crescer mais do que 3% na média dos últimos vinte e cinco anos, com que a Constituição Federal de 1988, depois de quinze anos de vigência, permaneça uma mera carta política cheia de normas programáticas, voltadas para um futuro ignoto, e que o Brasil ainda conte, mesmo com uma moeda estabilizada, com grande número de miseráveis e desprezível número de pessoas que pagam imposto sobre a renda.

Portanto, o presente projeto de lei vem para tornar mais rígida a punição desses agentes públicos que traem a nação brasileira, mostram desprezo pelo cidadão comum, e se escondem, com sua hediondez, por trás de uma legislação benéfica e um Judiciário moroso.

Sala das Sessões,

Senador PAULO PAIM

sexta-feira, junho 10, 2005

Piadinha [1]

Dois amigos conversam:
- Estou tomando um remédio pra memória que é sensacional.
- É mesmo?
- Verdade. Muito bom.
- Como é o nome?
- O nome do remédio é... O nome do remédio... Como se chama aquela flor que se usa pra fazer buquê?
- Rosa?
- Isso, rosa! Ô Rosa, como é o nome do remédio que eu estou tomando pra memória?

quarta-feira, junho 08, 2005

Brasília tem ouvidos

No post Conserte-se e publique-se, do dia 26 de maio último, listei algumas tarefas que passariam a fazer parte da minha agenda.

Escrito e feito.

Ontem, uma resposta bateu no meu correio. Assinada pelo Senador Paulo Paim, entre outras considerações, a mensagem dizia: "Solicitei um estudo à Consultoria Legislativa para que sua sugestão seja atendida."

Penso que já valeu.

terça-feira, junho 07, 2005

Bomba no mundo do futebol?

Acabo de ver na televisão: o chefe do Denarc, responsável pela prisão de Edinho, afirmou que o jogador Robinho tem estreitas ligações com Naldinho e Pezão.
Haverá surpresa na volta da seleção ao Brasil, após o jogo com a Argentina?

Never Asked Questions [6]

Na fronteira da quimera,
o mensalão de propina
terá apuração severa
ou do tipo severina?

segunda-feira, junho 06, 2005

Reflexão ao entardecer

Seis de junho de dois mil e cinco.
A coisa chegou a um ponto que:
ou Lula chuta o balde e reconstrói o governo,
ou será jogado fora, com a água do banho.

Uma e outra do Livro dos Erros [10]

Uma:
A rainha Vitória passeava pelo parque de Windsor e notou que a filhinha de seu cocheiro a observava. Aproximou-se dela:
- Sabe quem eu sou?
- Sei sim - respondeu a menina. - A senhora é a pessoa que vai todos os dias no carro do papai.

Outra:
Em 1964, Otto Lara Resende estava no restaurante Antônio's, no Rio, xingando os militares:
- Não tenho medo não. Meu nome é Fernando Sabino.

[Do Livro dos Erros - Por Mário Goulart]

sábado, junho 04, 2005

Lições da vida [2]

Na Academia, ninguém diz:
- Eu não entendo chongas disso aí.
Na Academia, a frase própria é:
- Esta não é a minha área de interesse.

Bola de cristal


Foto: autor desconhecido

sexta-feira, junho 03, 2005

Precisa CPI dos Correios?

Pra mim, corrupto vale menos do que lixo não reciclável. Menos do que adubo humano. Já deixei isso claro pelo menos aqui e aqui. Dito isso, não posso deixar de fazer uma reflexão sobre o episódio Correios.

Os fatos:
Em 15 de maio, gravação revela esquema de corrupção envolvendo funcionários dos Correios. Os envolvidos seriam o diretor do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho, o ex-diretor de Administração dos Correios, Antônio Osório Batista, o assessor da Diretoria de Administração, Fernando Godoy, e o presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), deputado Roberto Jefferson (RJ).

As providências anunciadas:

  1. O ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, solicitou ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a abertura de inquérito para apurar as denúncias e determinou o afastamento de Marinho e Godoy de suas funções, além da abertura de inquérito administrativo, que poderá culminar na demissão dos dois. O ministro também pediu à Controladoria Geral da União (CGU) a investigação dos indícios de corrupção contidos nas fitas.
  2. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos abriu uma sindicância interna para investigar as denúncias de corrupção. A comissão, formada por cinco empregados da inspeção geral da empresa, tem até o dia 16 de junho para entregar um relatório com a apuração das denúncias. O resultado será encaminhado à Polícia Federal e ao Ministério Público.
  3. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar as denúncias dois dias após a divulgação da gravação. No dia 24 de maio, o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho e o ex-assessor da diretoria da Administração dos Correios, Fernando Godoy, prestaram depoimento à Polícia Federal. Após ser ouvido pela polícia, Maurício Marinho foi indiciado por crime de corrupção passiva e fraude em licitação.
  4. No dia 31 de maio, a Controladoria-Geral da União (CGU), anunciou a intensificação das investigações de irregularidades nos Correios e aumentou o número de auditores envolvidos no caso, de oito para 20. Os fiscais têm a missão de analisar 600 contratos e 400 processos de licitação da empresa. Segundo subcontrolador-geral, Jorge Hage, o governo determinou a realização de uma auditoria completa em todas as áreas da empresa.

Precisa o Congresso envolver-se como investigador? Se a Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União e o Ministério Público estão apurando o fato, não está a coisa adequadamente encaminhada? Pode haver manipulação das investigações desses órgãos? Bem, neste caso, os nobres políticos, assentados sobre os Correios, estariam na CPI errada. Se a questão tem essa magnitude, é o caso de o Congresso fazer, não uma, mas três CPI: a da Polícia Federal, a da Controladoria-Geral da União e a do Ministério Público.

quinta-feira, junho 02, 2005

Em SP, griffe famosa vende roupas roubadas

Uma loja de roupas frequentada pela mais alta sociedade paulista venderá roupas roubadas. Não acredita? Veja detalhes aqui.

Ah, se um jornalão desses me encontra! Viro chefe de redação.

Meia-volta, volver

Primeiro foi a França a recusar a Constituição Européia, agora foi a Holanda. O bloco econômico, construído para equilibrar o jogo econômico Europa x EUA, começa a ruir. Não é exagero pensar que, muito breve, haverá propostas para reestabelecer o franco como moeda nacional francesa. Aguardemos.

Os "azares" da vida

  1. O jogador Grafite do São Paulo foi protagonista de um rumoroso caso de racismo envolvendo o jogador argentino Desábato;
  2. Desábato foi preso e dormiu duas noites na cadeia;
  3. Com a desconvocação de Ronaldo por Parreira, Grafite foi chamado para os jogos da Seleção Brasileira contra o Paraguai (em Porto Alegre) e Argentina (em Buenos Aires);
  4. Grafite machucou-se ontem à noite e o São Paulo vai pedir sua dispensa da Seleção;
  5. É muito azar: Grafite está fora do maior clássico do futebol sul-americano, dia 8, em Buenos Aires. Deve estar desconsolado.

quarta-feira, junho 01, 2005

O Ambição Profunda

De tudo que se disse e ainda se dirá sobre Mark Garganta Profunda Felt (o homem-chave na queda de Nixon), um aspecto não foi, ainda, convenientemente explorado: Felt queria suceder Edgar Hoover no FIB, tendo sido preterido por Nixon, que escolheu Patrick Gray para o cargo.

Então Watergate pode ter sido retaliação por uma ambição pessoal não resolvida? Mais uma na história do mundo.

Isso dá um microconto:
"Desprezado, engendrou cruel vingança. Depois, envelheceu."

Never Asked Questions* [5]


Foto: autor desconhecido

Você que é mestre ou tropeiro,
preste atenção no contorno:
esse vestindo sombreiro,
é ou não é o Osorno?

* A série Perguntas Fabulosas foi rebatizada