domingo, julho 31, 2005
...longe das goiabas e algumas dezenas de milhões de dólares depois, Rubens Barrichello conclui que, para ser feliz, precisa deixar a Ferrari e ir para a British American Racing, aka BAR.
Receita da felicidade (uma opção)

Siga rigorosamente os passos abaixo e você será feliz.
Passo I
Tome 3 goiabas vermelhas bem maduras.
Descasque, separe a polpa das sementes.
Faça o que melhor lhe aprouver com as sementes.
Reserve a polpa.
Passo II
Tome 4 goiabas vermelhas maduras.
Lave. Não descasque.
Corte cada uma delas em quatro partes, no sentido longitudinal.
Ou seja, coloque a fruta de pé (como o ovo de Colombo) e corte de cima para baixo. Primeiro assim, depois assado.
Retire as sementes cuidando para não romper a polpa.
Novamente, faça o que melhor lhe aprouver com as sementes.
Coloque os doze pedaços deitados em um prato e leve ao microondas por 1:00 minuto. Certifique-se de que estão cozidos. Se necessário, coloque por mais 30 segundos.
Passo III
Retome as 3 frutas da Passo I.
Esmague como puder (liquidificador, processador, garfo...).
Coloque numa caneca (ou panela pequena).
Junte duas colheres de sopa de vinho e 1 colher de sopa de açúcar.
Aqueça em fogo baixo, mexendo sempre.
Passo IV
Num prato, disponha em forma de "X", 4 pedaços das goiabas cozidas.
Cubra com o molho.
Salpique (sem exagero) com pimenta preta moída fina.
Sirva com uma porção de sorvete de creme.
Coma com devoção.
A felicidade virá.
Na intimidade
Paulobro, alcoviteiro que só, indagou:
Cor intensa de cobre.
Verdadeiramente doce, mas uma doçura agradável ao paladar.
Algo canela, algo morango. Forte, mas dócil. Aveludada.
Espuma consistente, como todas as boas belgas.
Numa expressão, um mimo de cerveja.
Porém...
Quem sabe mais da vida são os boêmios, que aprendem lições na prática. Um dos grandes, o Lupi, ensinou cantando:
Então, antes que os mexeriqueiros andem por aí magoando quem não merece, vamos colocar pingos nos ii. Ela é gostosa, mas quem manda no coração é esta aqui.
D. Afonso: em Porto Alegre, ambas são encontradas no Bourbon.
Os preços são módicos (cóf cóf cóf).
Daí o namoro prolongado.
Ra'!
Habil e convoluta tecnica de merchandising explicita, a isso a gente ja esta acostumado. Mas... a comparacao? E os detalhes?
Os detalhes, vivente, a textura, a umidade, as cocegas, muito principalmente os etceteras. Cade os detalhes sordidos??
Cor intensa de cobre.
Verdadeiramente doce, mas uma doçura agradável ao paladar.
Algo canela, algo morango. Forte, mas dócil. Aveludada.
Espuma consistente, como todas as boas belgas.
Numa expressão, um mimo de cerveja.
Porém...
Quem sabe mais da vida são os boêmios, que aprendem lições na prática. Um dos grandes, o Lupi, ensinou cantando:
Nunca se deve trocar um amor velho por um novo,
galinha que come ovo, tá pedindo pra morrer.
A mesma coisa acontece, na vida de uma pessoa,
quem troca de amor à toa, tá pedindo pra sofrer.
Então, antes que os mexeriqueiros andem por aí magoando quem não merece, vamos colocar pingos nos ii. Ela é gostosa, mas quem manda no coração é esta aqui.
D. Afonso: em Porto Alegre, ambas são encontradas no Bourbon.
Os preços são módicos (cóf cóf cóf).
Daí o namoro prolongado.
sexta-feira, julho 29, 2005
Confissão
Desde que a vi, nunca deixei de desejá-la.
Sempre que podia, eu a ficava fitando com ar de desejo, mas ela sequer notava a minha presença. Foi assim por algum tempo, até que um dia arrisquei tocá-la. Um toque cheio de desejo, mas sem a decisiva ousadia. E nada mudou, ficamos assim: ela lá, eu cá.
Um desejo mal tratado cresce, se transforma em paixão, às vezes louca, sempre incontida. Assim tem que ser e foi assim. Cresceu e multiplicou-se, até tornar-se irracional, uma verdadeira obsessão.
Toda paixão tem o seu ápice.
Neste ponto, há que ter a falta de desejo de um casto para resistir.
Esta força eu não tive. Dominou-me o desejo.
Decidi que era hora e fui ter com ela.
Quando a toquei, não reagiu.
Quando a tomei nas mãos, deixou-se tomar.
Quando me apossei, entregou-se.
Quando a conduzi para o lugar, o coração pulsava desvairado.
Quando estava pronto, temi por mim.
Mas, quando tocou os meus lábios pela primeira vez, senti uma doçura indescritível.
Assim tinha que ser. E assim foi, até o fim.
Ó imenso e doce prazer.
Como poderei esquecer o dia em que ela foi minha pela primeira vez?
Sempre que podia, eu a ficava fitando com ar de desejo, mas ela sequer notava a minha presença. Foi assim por algum tempo, até que um dia arrisquei tocá-la. Um toque cheio de desejo, mas sem a decisiva ousadia. E nada mudou, ficamos assim: ela lá, eu cá.
Um desejo mal tratado cresce, se transforma em paixão, às vezes louca, sempre incontida. Assim tem que ser e foi assim. Cresceu e multiplicou-se, até tornar-se irracional, uma verdadeira obsessão.
Toda paixão tem o seu ápice.
Neste ponto, há que ter a falta de desejo de um casto para resistir.
Esta força eu não tive. Dominou-me o desejo.
Decidi que era hora e fui ter com ela.
Quando a toquei, não reagiu.
Quando a tomei nas mãos, deixou-se tomar.
Quando me apossei, entregou-se.
Quando a conduzi para o lugar, o coração pulsava desvairado.
Quando estava pronto, temi por mim.
Mas, quando tocou os meus lábios pela primeira vez, senti uma doçura indescritível.
Assim tinha que ser. E assim foi, até o fim.
Ó imenso e doce prazer.
Como poderei esquecer o dia em que ela foi minha pela primeira vez?
Never asked question [10]

Que o diga o professorado:
pode-se mandar pro gesso,
um verso de pé quebrado?
Cabelo, barba e bigode

Agora, o time está completo:
- Rádio dos Ventos - Rock clássico temperado
- Rádio Ciclone - Rock pesado
- Rádio Virações - Só feras da MPB
Querendo voltar, use os links permanentes na coluna à direita.
quinta-feira, julho 28, 2005
Liberdade?
Já foi até uma calça velha, azul e desbotada. Hoje...
O Império usa suas armas para bloquear a Telesur.
Seja lá o que ela vá divulgar, é mais uma mostra do significado de "liberdade" para a grande águia do norte. Veja aqui.
O Império usa suas armas para bloquear a Telesur.
Seja lá o que ela vá divulgar, é mais uma mostra do significado de "liberdade" para a grande águia do norte. Veja aqui.
quarta-feira, julho 27, 2005
Dê uma chance a uma triste figura
Li, num artigo do Samir Thomaz, que uma triste figura, exemplo clássico de jornalismo do pior padrão, escreveu:
Tentei ler o tal "polemista" da Veja duas vezes e desisti, para o bem da qualidade das minhas leituras.
Agora, vejo que há algo de aproveitável nos seus ensinamentos, desde que foquemos o objeto correto. Aliás, lição que pratiquei antes de vê-la escrita: a sua única chance é que o mundo o ignore. Quem sabe assim ele possa aprender a produzir algo que valha a pena ser lido ou visto.
Samir foi cruel, não deixou pose sobre pose.
Se eu fosse ministro das Relações Exteriores, ou o ministro da Cultura, ou o diretor da Cacex, evitaria exibir o Brasil lá fora. Nossa única chance é que o resto do mundo continue a nos ignorar.
Tentei ler o tal "polemista" da Veja duas vezes e desisti, para o bem da qualidade das minhas leituras.
Agora, vejo que há algo de aproveitável nos seus ensinamentos, desde que foquemos o objeto correto. Aliás, lição que pratiquei antes de vê-la escrita: a sua única chance é que o mundo o ignore. Quem sabe assim ele possa aprender a produzir algo que valha a pena ser lido ou visto.
Samir foi cruel, não deixou pose sobre pose.
Mídia mascarada

Ilustração: Iacocca Art
Curioso o tratamento dado pela "grande" mídia a episódios de mesma natureza: ampla cobertura aos saques de deputados do PP, PL e PT e uma cortina sobre a ida à boca do caixa de deputados do PSDB e PFL. Há um estranho acordo para a constituição de uma "régua ética": quem bebeu nas fontes de Valério até 2002 está perdoado.
A Carta Maior publicou matéria sobre a "imparcialidade".
TODOS os "santinhos" merecem levar um pé no traseiro. A propósito: tem alguém que circula pelo sul como se nada houvesse. Mas há um grão e meio de milho no bolso. Virá à baila?
Gênero
Ouvido no restaurante:
- Em inglês não existe correspondência como o um, uma em português.
- Tem sim: one, wanna!
- Em inglês não existe correspondência como o um, uma em português.
- Tem sim: one, wanna!
terça-feira, julho 26, 2005
Enfim, uma voz
Jean Charles de Menezes morreu.
Por que pulou a catraca e, quando foi abordado, imaginou ter sido pelo pequeno delito e fugiu? Talvez. Por que estava com o visto vencido? Não parece. Por que pensou que estava sendo atacado por um bando? Pode ser. Por que 20 James Bonds (o agente com zero zero, a licença para matar) ficaram com medo que ele explodisse uma bomba? Isso, para ele e para sua família, não mais importa, porque Jean está morto. A mim, no entanto, importa registrar: a voz que eu esperava ouvir de autoridades ou na imprensa brasileira, veio de uma autoridade argentina.
Deu no Terra:
Argentina critica morte de brasileiro em Londres
[ O chanceler da Argentina, Rafael Bielsa, criticou nesta segunda-feira a resposta militar ao terrorismo e disse que o fato de a polícia de Londres ter matado o brasileiro Jean Charles de Menezes mostra que o mundo "está retrocedendo às épocas mais obscuras de sua história".
Em declarações à imprensa na Cidade do México, Bielsa disse que rejeita a "abordagem bélica" contra o terrorismo. Em entrevista coletiva junto com o ministro das Relações Exteriores mexicano, Luis Ernesto Derbez, Bielsa disse que "claramente vamos em direção a um mundo mais inclemente, se a abordagem a que nos limitamos (na luta contra o terrorismo) for a bélica".
"Não é possível continuar abordando belicamente ameaças que aparecem todos os dias, porque não há quantidade ilimitada de recursos militares para abordá-las desse modo", e a resposta militar "parece estar quase em seu limite logístico", enfatizou o chanceler argentino. Bielsa também criticou o fato de a polícia de "um país que se orgulha de sua tradição e da supremacia do Direito, como a Grã-Bretanha", ter matado "por engano" o brasileiro Jean Menezes.
"A morte de Menezes e a ratificação (oficial) de que vai continuar agindo dessa maneira não é um discurso que nos aproxima do gênero humano, mas nos faz retroceder a épocas obscuras da história da humanidade", acrescentou o chanceler. Bielsa e Derbez se reuniram hoje durante o fórum "México-Argentina, visões e perspectivas". A Argentina condenou os atentados cometidos em Londres e manifestou sua esperança de que os responsáveis sejam presos e processados. ]
Estamos às portas do totalitarismo global explícito.
Por que pulou a catraca e, quando foi abordado, imaginou ter sido pelo pequeno delito e fugiu? Talvez. Por que estava com o visto vencido? Não parece. Por que pensou que estava sendo atacado por um bando? Pode ser. Por que 20 James Bonds (o agente com zero zero, a licença para matar) ficaram com medo que ele explodisse uma bomba? Isso, para ele e para sua família, não mais importa, porque Jean está morto. A mim, no entanto, importa registrar: a voz que eu esperava ouvir de autoridades ou na imprensa brasileira, veio de uma autoridade argentina.
Deu no Terra:
Argentina critica morte de brasileiro em Londres
[ O chanceler da Argentina, Rafael Bielsa, criticou nesta segunda-feira a resposta militar ao terrorismo e disse que o fato de a polícia de Londres ter matado o brasileiro Jean Charles de Menezes mostra que o mundo "está retrocedendo às épocas mais obscuras de sua história".
Em declarações à imprensa na Cidade do México, Bielsa disse que rejeita a "abordagem bélica" contra o terrorismo. Em entrevista coletiva junto com o ministro das Relações Exteriores mexicano, Luis Ernesto Derbez, Bielsa disse que "claramente vamos em direção a um mundo mais inclemente, se a abordagem a que nos limitamos (na luta contra o terrorismo) for a bélica".
"Não é possível continuar abordando belicamente ameaças que aparecem todos os dias, porque não há quantidade ilimitada de recursos militares para abordá-las desse modo", e a resposta militar "parece estar quase em seu limite logístico", enfatizou o chanceler argentino. Bielsa também criticou o fato de a polícia de "um país que se orgulha de sua tradição e da supremacia do Direito, como a Grã-Bretanha", ter matado "por engano" o brasileiro Jean Menezes.
"A morte de Menezes e a ratificação (oficial) de que vai continuar agindo dessa maneira não é um discurso que nos aproxima do gênero humano, mas nos faz retroceder a épocas obscuras da história da humanidade", acrescentou o chanceler. Bielsa e Derbez se reuniram hoje durante o fórum "México-Argentina, visões e perspectivas". A Argentina condenou os atentados cometidos em Londres e manifestou sua esperança de que os responsáveis sejam presos e processados. ]
Estamos às portas do totalitarismo global explícito.
sexta-feira, julho 22, 2005
quinta-feira, julho 21, 2005
quarta-feira, julho 20, 2005
Uma e outra do Livro dos Erros [12]
Uma:
A estilista preferida da primeira-dama Rosane Collor, Glorinha Pires Rebelo, afirmou que tudo que fazia era imitar modelos. Danuza Leão duvidou:
- É mentira, ninguém faz nada tão feio.
Outra:
Matéria da Veja de dezembro de 1983, intitulada "Caveira errada":
"Quando a polícia da Inglaterra compareceu à casa de Peter Reyn-Bardt, 57 anos, em maio passado, numa sexta-feira 13, não foi preciso conversar muito. Os detetives lhe apresentaram uma caveira que fora achada nos jardins de sua antiga residência e Reyn-Bardt preferiu entregar logo os pontos. Com riqueza de detalhes, confessou que 22 anos atrás havia matado e esquartejado sua mulher Malika Maria de Fernandez, com quem se casara apenas por conveniência, e enterrado os restos nas proximidades da sua casa.
Homossexual, Reyn-Bardt queria criar uma aparência de respeitabilidade para não perder seu emprego na empresa aérea BOAC, e para isso se casou com Malika três dias apenas depois de conhecê-la, em 1959, adquirindo súbita notoriedade na época. 'Salvei meu emprego', confessou ele, 'mas minha vida se tornou um inferno.'
Na semana passada, ao ser condenado a prisão perpétua, Reyn-Bardt tinha fortes razões para se arrepender da precipitada confissão. Examinada no laboratório da Scotland Yard, a polícia inglesa, a caveira provou ser bem mais antiga que o crime confessado: tinha quase 1.600 anos de idade e pertencera a um contemporâneo - não se sabe se homem ou mulher - da colonização romana da Inglaterra."
[Do Livro dos Erros - Por Mário Goulart]
A estilista preferida da primeira-dama Rosane Collor, Glorinha Pires Rebelo, afirmou que tudo que fazia era imitar modelos. Danuza Leão duvidou:
- É mentira, ninguém faz nada tão feio.
Outra:
Matéria da Veja de dezembro de 1983, intitulada "Caveira errada":
"Quando a polícia da Inglaterra compareceu à casa de Peter Reyn-Bardt, 57 anos, em maio passado, numa sexta-feira 13, não foi preciso conversar muito. Os detetives lhe apresentaram uma caveira que fora achada nos jardins de sua antiga residência e Reyn-Bardt preferiu entregar logo os pontos. Com riqueza de detalhes, confessou que 22 anos atrás havia matado e esquartejado sua mulher Malika Maria de Fernandez, com quem se casara apenas por conveniência, e enterrado os restos nas proximidades da sua casa.
Homossexual, Reyn-Bardt queria criar uma aparência de respeitabilidade para não perder seu emprego na empresa aérea BOAC, e para isso se casou com Malika três dias apenas depois de conhecê-la, em 1959, adquirindo súbita notoriedade na época. 'Salvei meu emprego', confessou ele, 'mas minha vida se tornou um inferno.'
Na semana passada, ao ser condenado a prisão perpétua, Reyn-Bardt tinha fortes razões para se arrepender da precipitada confissão. Examinada no laboratório da Scotland Yard, a polícia inglesa, a caveira provou ser bem mais antiga que o crime confessado: tinha quase 1.600 anos de idade e pertencera a um contemporâneo - não se sabe se homem ou mulher - da colonização romana da Inglaterra."
[Do Livro dos Erros - Por Mário Goulart]
terça-feira, julho 19, 2005
"Vida é um souvenir made in Hong Kong"
A frase do título deste post carrega consigo uma dose de poesia quase insuportável. ”Vida é um souvenir made in Hong Kong” diz quase tudo. Basta ler a sua profundidade.
O verso não é de Chico Buarque, mágico das rimas e da construção de cenários com palavras. Poderia ser, sem um mísero retoque. Muito pouco lembrado como tal, Zeca Baleiro é um poeta primoroso.
Babylon, a letra que carrega a gema citada, contém inúmeros tesouros em seus versos. Zeca Baleiro é grande. Babylon é apenas umas das suas composições construídas com musicalidade indescritível. Só mesmo ouvindo.
Babylon
(por Zeca Baleiro)
Baby, i'm so alone,
vamos pra Babylon,
viver a pão-de-ló e möet chandon,
vamos pra Babylon,
vamos pra Babylon.
Gozar, sem se preocupar com amanhã,
vamos pra Babylon,
baby, baby Babylon.
Comprar o que houver, au revoir ralé,
finesse s'il vous plait mon dieu je t'aime glamour
Manhattan by night,
passear de iate nos mares do Pacífico Sul.
Baby i'm alive like a Rolling Stone,
vamos pra Babylon.
Vida é um souvenir made in Hong Kong,
vamos pra Babylon,
vamos pra Babylon.
Vem ser feliz ao lado desse bon vivant,
vamos pra Babylon,
baby, baby Babylon.
De tudo provar: champanhe, caviar,
scotch, escargot, rayban, bye bye misere.
Kaya now to me, o céu seja aqui,
minha religião é o prazer.
Não tenho dinheiro pra pagar a minha ioga,
não tenho dinheiro pra bancar a minha droga,
eu não tenho renda pra descolar a merenda,
cansei de ser duro, vou botar minh'alma à venda,
eu não tenho grana pra sair com o meu broto,
eu não compro roupa por isso que eu ando roto,
nada vem de graça, nem o pão nem a cachaça,
quero ser o caçador ando cansado de ser caça.
O verso não é de Chico Buarque, mágico das rimas e da construção de cenários com palavras. Poderia ser, sem um mísero retoque. Muito pouco lembrado como tal, Zeca Baleiro é um poeta primoroso.
Babylon, a letra que carrega a gema citada, contém inúmeros tesouros em seus versos. Zeca Baleiro é grande. Babylon é apenas umas das suas composições construídas com musicalidade indescritível. Só mesmo ouvindo.
Babylon
(por Zeca Baleiro)
Baby, i'm so alone,
vamos pra Babylon,
viver a pão-de-ló e möet chandon,
vamos pra Babylon,
vamos pra Babylon.
Gozar, sem se preocupar com amanhã,
vamos pra Babylon,
baby, baby Babylon.
Comprar o que houver, au revoir ralé,
finesse s'il vous plait mon dieu je t'aime glamour
Manhattan by night,
passear de iate nos mares do Pacífico Sul.
Baby i'm alive like a Rolling Stone,
vamos pra Babylon.
Vida é um souvenir made in Hong Kong,
vamos pra Babylon,
vamos pra Babylon.
Vem ser feliz ao lado desse bon vivant,
vamos pra Babylon,
baby, baby Babylon.
De tudo provar: champanhe, caviar,
scotch, escargot, rayban, bye bye misere.
Kaya now to me, o céu seja aqui,
minha religião é o prazer.
Não tenho dinheiro pra pagar a minha ioga,
não tenho dinheiro pra bancar a minha droga,
eu não tenho renda pra descolar a merenda,
cansei de ser duro, vou botar minh'alma à venda,
eu não tenho grana pra sair com o meu broto,
eu não compro roupa por isso que eu ando roto,
nada vem de graça, nem o pão nem a cachaça,
quero ser o caçador ando cansado de ser caça.
segunda-feira, julho 18, 2005
Slogans

Como se vê neste anúncio de 1896, Coca-cola já curou dor de cabeça e aliviou a exaustão. Hoje, promete mais curar males da alma. Abaixo, os slogans nos EUA e no Brasil.
- 1886 Drink Coca-Cola
- 1904 Delicious And Refreshing
- 1905 Coca-Cola Revives And Sustains
- 1906 The Great National Temperance Drink
- 1909 Whenever you see an arrow think
- 1917 Three Million A Day
- 1922 Thirst Knows No Season
- 1925 Six Million A Day
- 1927 Around The Corner From Everywhere
- 1929 The Pause That Refreshes
- 1932 Ice-Cold Sunshine
- 1938 The Best Friend Thirst Ever Had
- 1939 Coca-Cola Goes Along
- 1940 A Pausa Que Refresca
- 1941 Beba Coca-Cola
- 1942 Wherever You Are, Whatever You Do, Wherever You May Be, When You Think Of Refreshment, Think Of Ice-Cold
- 1942 The Only Thing Like Coca-Cola Is Coca-Cola Itself. It's The Real Thing.
- 1946 Isto sim é da pontinha!
- 1948 Era o que eu queria!
- 1948 Where There's Coke, There's Hospitality
- 1949 Coca-Cola...Along The Highway To Anywhere Coca-Cola
- 1952 What You Want Is A Coke
- 1955 Almost Everyone Apreciates the Best
- 1956 Coca-Cola...Making Good Things Taste Better
- 1957 Sign Of Good Taste
- 1958 The Cold, Crisp Taste Of Coke
- 1959 Be Really Refreshed
- 1959 Isso faz um bem
- 1963 Things Go Better With Coke
- 1966 Tudo vai melhor com Coca-Cola
- 1970 It's The Real Thing
- 1971 I'd Like To Buy The World A Coke
- 1972 Coca-Cola dá mais vida
- 1975 Look Up America
- 1976 Coke Adds Life
- 1977 Isso é que é
- 1979 Have A Coke And A Smile
- 1982 Coke Is It!
- 1983 Coca-Cola é Isso Aí
- 1985 We've Got A Taste For You - America's Real Choice
- 1986 Catch The Wave - Red White & You
- 1989 Can't Beat The Feeling
- 1989 Emoção Pra Valer
- 1990 Can't Beat The Real Thing
- 1993 Always Coca-Cola
- 1993 Sempre Coca-Cola
- 2000 Curta Coca-Cola
- 2001 Gostoso é viver
- 2003 Coca-Cola... Real
- 2003 Essa é a Real
domingo, julho 17, 2005
Dúvidas, para mover o dia

O Big Bang existiu?
Foi como a maioria de nós imagina?
Uma enorme explosão e um grande banho de luz?
Estava toda a massa do universo concentrada numa singularidade?
Isso ainda não era matéria e, lá fora, tudo era vácuo.
O som não se propaga no vácuo.
Você consegue imaginar uma explosão silenciosa?
A luz é emitida pela matéria?
Não havia matéria no inicío de tudo.
O fiat lux não teve luz?
E nem som?
Que frustrante deve ter sido para quem assinava o pay-per-view.
sexta-feira, julho 15, 2005
Porcelets

Veja a foto acima.
Parecem porquinhos, não?
Veja os logotipos.
Parece a marca Louis Vuitton.
É exatamente isso: porcos "grifados".
Circula versão de que cientistas retiraram genes de uma bolsa da grife e introduziram em leitõezinhos, ainda no útero materno.
O resultado teria sido esse: a primeira grife natural do mundo.
Responsabilidade sócio-ambiental porreta.
Fato ou fantasia, não foi divulgado se a mercadoria será vendida na Daslu. Mais detalhes, aqui.
Chegou

Pintura: "Anjo", por Maria Tomaselli
Nasceu.
Está no ar o blog da To.
Nesse óleo sobre papel aí em cima, eu juro que vejo o Lula preso numa estrela. Mas como acordei há pouco, não aposto nada.
Vapt-vupt [6]
Deu no Terra, que Valério negocia redução de pena com o Ministério Público. Diz ter 100 pastas com documentos que comprometem o pre e o vice-pre e partidos diversos. Inclusive bicudos. Se for assim, RJ perderá o status de maior herói nacional. Por essa ele não esperava.
____________________
Habeas corpus preventivo? Cá entre nós: por que prender sonegadores e contrabandistas põe em risco o estado de direito? Nas ações que prendem sacoleiros, a FIESP fica muda. Containeiros merecem tratamento diferenciado?
____________________
Mário Goulart, o homem do Livro dos Erros, está de aniversário.
Um grande abraço aí.
____________________
Habeas corpus preventivo? Cá entre nós: por que prender sonegadores e contrabandistas põe em risco o estado de direito? Nas ações que prendem sacoleiros, a FIESP fica muda. Containeiros merecem tratamento diferenciado?
____________________
Mário Goulart, o homem do Livro dos Erros, está de aniversário.
Um grande abraço aí.
O terceiro dia
Agenda diária - Dia 3:
aseparar o joio do trigo;
aseparar o joio disfarçado de trigo do trigo.
Anotações à margem:
aPesquisar se é possível fazer farinha de joio, ainda que seja para alimentar porcos.
aseparar o joio do trigo;
aseparar o joio disfarçado de trigo do trigo.
Anotações à margem:
aPesquisar se é possível fazer farinha de joio, ainda que seja para alimentar porcos.
quinta-feira, julho 14, 2005
Tem gente chegando

Pintura: "O Museu do Tavares V", por Maria Tomaselli
Um a uma, todos e todas se rendem.
Fonte bem situada informa que a artista plástica austro-gaúcha Maria Tomaselli estreará blog em breve.
Aguardemos.
O segundo dia
Agenda diária - Dia 2:
a No segundo dia o SSCT descansou (que ninguém é de ferro e havia um pré-projeto necessitando ser terminado).
a No segundo dia o SSCT descansou (que ninguém é de ferro e havia um pré-projeto necessitando ser terminado).
quarta-feira, julho 13, 2005
O primeiro dia
Não falo em extirpar.
Quem pensa em acabar começa errado e acaba sem terminar.
Tenho uma agenda mínima de ações que poderiam ser feitas para trazer a corrupção a níveis, ao menos, suportáveis. Novas proposições podem ser acrescentadas. A lista não tem, no momento, nenhuma utilidade prática, mas esperem só eu ser feito Senhor Supremo do Céu e da Terra. Abaixo, com exclusividade, a agenda do primeiro dia de trabalho do SSCT:
Agenda diária - Dia 1:
a tornar a corrupção crime inafiançável;
a terminar com os governos estaduais (não têm utilidade que não possa ser suprida nos municípios);
a tornar qualquer pessoa condenada por corrupção inelegível por toda a vida (e um pouco além);
a impedir qualquer pessoa condenada por corrupção de excercer cargos públicos ou realizar transações comerciais com empresas públicas;
aestabelecer que nenhuma pessoa poderá excercer mais do que dois mandatos políticos federais. Após cumpridos, quem gosta de política poderá prestar seus relevantes serviços num partido.
Anotações à margem:
a Proibir políticos e assessores de políticos de usarem malas e cuecas;
a O cargo de SSCT é exercido em mandato único, pela vida toda (e um pouco além).
P.S.: As propostas do Paim e do Helio Costa aguardam designação do relator.
Quem pensa em acabar começa errado e acaba sem terminar.
Tenho uma agenda mínima de ações que poderiam ser feitas para trazer a corrupção a níveis, ao menos, suportáveis. Novas proposições podem ser acrescentadas. A lista não tem, no momento, nenhuma utilidade prática, mas esperem só eu ser feito Senhor Supremo do Céu e da Terra. Abaixo, com exclusividade, a agenda do primeiro dia de trabalho do SSCT:
Agenda diária - Dia 1:
a tornar a corrupção crime inafiançável;
a terminar com os governos estaduais (não têm utilidade que não possa ser suprida nos municípios);
a tornar qualquer pessoa condenada por corrupção inelegível por toda a vida (e um pouco além);
a impedir qualquer pessoa condenada por corrupção de excercer cargos públicos ou realizar transações comerciais com empresas públicas;
aestabelecer que nenhuma pessoa poderá excercer mais do que dois mandatos políticos federais. Após cumpridos, quem gosta de política poderá prestar seus relevantes serviços num partido.
Anotações à margem:
a Proibir políticos e assessores de políticos de usarem malas e cuecas;
a O cargo de SSCT é exercido em mandato único, pela vida toda (e um pouco além).
P.S.: As propostas do Paim e do Helio Costa aguardam designação do relator.
Sobre as "10 mais"
No post dos doces, Anônimo perguntou: "Buenas Tchê! Que estória é essa de '10 mais de São Gabriel'?"
Caro Anônimo,
ocorre que São Gabriel é conhecida como "A terra dos Marechais". Isso porque há cinco dessas figuras raras vinculados à história da cidade. Três nascidos e dois enterrados, que contabilidade, quando é pra batizar cidade de alguma coisa, não liga se o sujeito está entrando ou saindo. São nascidos lá os Marechais Mascarenhas de Moraes, Hermes Rodrigues da Fonseca, Fábio Patrício de Azambuja. Os emprestados de Rio Pardo são João de Deus Menna Barreto e João Propicio Menna Barreto.
Mas nem só de marechais se alimenta São Gabriel. Lá também têm umas doceiras que fazem uma ambrosia de respeito. E como tudo no mundo é competição, acabou por surgir uma lista das “10 mais”, composta por aquelas doceiras consideradas as melhores fazedoras do alimento dos deuses da cidade. Era isso que estava implícito naquilo.
Caro Anônimo,
ocorre que São Gabriel é conhecida como "A terra dos Marechais". Isso porque há cinco dessas figuras raras vinculados à história da cidade. Três nascidos e dois enterrados, que contabilidade, quando é pra batizar cidade de alguma coisa, não liga se o sujeito está entrando ou saindo. São nascidos lá os Marechais Mascarenhas de Moraes, Hermes Rodrigues da Fonseca, Fábio Patrício de Azambuja. Os emprestados de Rio Pardo são João de Deus Menna Barreto e João Propicio Menna Barreto.
Mas nem só de marechais se alimenta São Gabriel. Lá também têm umas doceiras que fazem uma ambrosia de respeito. E como tudo no mundo é competição, acabou por surgir uma lista das “10 mais”, composta por aquelas doceiras consideradas as melhores fazedoras do alimento dos deuses da cidade. Era isso que estava implícito naquilo.
Vapt-vupt [5]
Carregar uma mala de dinheiro é fácil.
Difícil é digitar num teclado lavado de café.
O blog-dos-ventos adverte:
Se a sua esposa/namorada/companheira aproximar-se do PC com uma caneca de café quente, não vacile: use imediatamente a sua pistola de raios paralisantes.
____________________
Às vezes desconfio que eu sou a pessoa que mais visita este blog.
____________________
O mundo torna-se, crescentemente, uma loucura.
Você descuida e zuuuuupt: está desatualizado.
Eu, que sempre usei o "Four-in-Hand", o "Windsor" ou o "Half-Windsor", achando que conhecia todos os segredos da matéria, caí de costas quando descobri que existem não menos do que 85 possíveis maneiras de dar um nó em uma gravata. E, também, uma teoria matemática sobre o assunto. Deu dó de mim. Onde vamos parar com esse progresso todo?
____________________
Termômetro relacional para mulheres
Difícil é digitar num teclado lavado de café.
O blog-dos-ventos adverte:
Se a sua esposa/namorada/companheira aproximar-se do PC com uma caneca de café quente, não vacile: use imediatamente a sua pistola de raios paralisantes.
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Às vezes desconfio que eu sou a pessoa que mais visita este blog.
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O mundo torna-se, crescentemente, uma loucura.
Você descuida e zuuuuupt: está desatualizado.
Eu, que sempre usei o "Four-in-Hand", o "Windsor" ou o "Half-Windsor", achando que conhecia todos os segredos da matéria, caí de costas quando descobri que existem não menos do que 85 possíveis maneiras de dar um nó em uma gravata. E, também, uma teoria matemática sobre o assunto. Deu dó de mim. Onde vamos parar com esse progresso todo?
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Termômetro relacional para mulheres
- O seu companheiro anda na rua de mãos dadas com você? Relaxe e aproveite.
- Ele anda um passo à frente, mas volta-se para trás de vez em quando para ver se você vem? É hora de parar para pensar.
- Ele anda dois passos ou mais à frente e não olha pra trás? Já era.
terça-feira, julho 12, 2005
7 sobremesas de dar água

1) Torta russa (segredo de família)
2) Cassata (idem)
3) Abacate com ou sem sorvete
4) Pudim de leite condensado
5) Ambrosia (de Santa Rosa ou das 10 mais de São Gabriel)
6) Petit gâteau (da Tati)
7) Nhá Benta, da Kopenhagen
8) Maçã recheada do Baumbach (assada, com passas ao rum, sorvete de creme, nata, baunilha e molho de chocolate ou vinho).
segunda-feira, julho 11, 2005
Deputado dizimado
Deu no Terra: deputado do PFL estava num avião com sete malas. Haja mala.
Segundo o deputado-maleiro João Batista da Silva, a grana era dízimo da Igreja Universal. Haja fé.
Não foi divulgado se os ocupantes usavam cuecas.

Lembrete: pesquisar porque o sete é conhecido como o número do mentiroso.
Segundo o deputado-maleiro João Batista da Silva, a grana era dízimo da Igreja Universal. Haja fé.
Não foi divulgado se os ocupantes usavam cuecas.

Lembrete: pesquisar porque o sete é conhecido como o número do mentiroso.
Tecnologia
Celular com câmera fotográfica?
- Não, obrigado. O dia que lançarem uma boa câmera com celular acoplado, quem sabe.
- Não, obrigado. O dia que lançarem uma boa câmera com celular acoplado, quem sabe.
domingo, julho 10, 2005
Vapt-vupt [4]
"Grunnire humanum est."
Ou: Roncar é humano.
____________________
Ouvido numa roda:
"Tu és mesmo do Alegrete ou tás dizendo isso só pra te exibir?"
____________________
Desembarco do elevador e sinto cheiro de Manhattan.
Embarco em casa, impregnada de Manhattan.
Na cozinha, a explicação: um bolo passado da conta no forno.
Já notaram que Manhattan tem cheiro de pão queimado?
____________________
Coisa de gente que não é do ramo...
E ficam ali, servindo em churrascaria e se fazendo de gaudérios.
Alguns até bigode têm. Pouca vergonha.
Agora tá virando costume chamar vazio de fraldinha.
Vão se catar.
Ou: Roncar é humano.
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Ouvido numa roda:
"Tu és mesmo do Alegrete ou tás dizendo isso só pra te exibir?"
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Desembarco do elevador e sinto cheiro de Manhattan.
Embarco em casa, impregnada de Manhattan.
Na cozinha, a explicação: um bolo passado da conta no forno.
Já notaram que Manhattan tem cheiro de pão queimado?
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Coisa de gente que não é do ramo...
E ficam ali, servindo em churrascaria e se fazendo de gaudérios.
Alguns até bigode têm. Pouca vergonha.
Agora tá virando costume chamar vazio de fraldinha.
Vão se catar.
sábado, julho 09, 2005
Okey, donkey!

Eeyore
Eu bem que avisei, mas orre cara teimoso.
Deu nisso e eu não perdoei.
Cada vez que ele vinha com o papo eu dizia:
- Não faz.
E ele retrucava, se achando muito senhor:
- Pô, se tu conhecesses ela, queria ver.
Eu, replicava:
- Tu só conheces pela webcam.
Ele:
- Tenho feeling.
E eu reafirmava:
- Não! Esse negócio de namoro pela internet já é furada. Chamar pra morar junto, então, é loucura. Tem gente que namora anos ao vivo e tem surpresa...
Não ouviu, fez por sí. Pois ontem, veio pra mim com a boca aberta, como burro que comeu urtiga:
- Acho que tu tinhas razão.
Eu:
- O que houve:
Ele:
- Nem queira saber!
Eu:
- Desembucha.
Ele:
- Ela ronca!
E eu, na cincha:
- Bem feito!
sexta-feira, julho 08, 2005
Pietà moderna
Acostumei-me a ouvir que a história se repetia como tragédia. Não acredito mais nisso. Hoje, sou convicto de que é a tragédia quem se repete. E faz história. A foto da Associated Press que ilustra este post é um emblema perfeito do nosso mundo: trágico, desesperado e ridículo. A cena compõe, com todos os elementos, uma versão contemporânea da Pietà, a obra prima de Michelangelo. O genial artista materializou em mármore a dor e a angústia humanas. Nossos cinzéis são feitos de chips e pixels, mas a dor é a mesma. Na verdade, dois sentimentos compõem a contemplação dessas tragédias: o sofrimento de quem tem a carne dilacerada e a piedade de quem enxerga o padecimento alheio. Ainda aqui, o trágico e o ridículo se associam. Sim, porque a piedade, este sentimento aparentemente nobre, é feito de puro egoísmo. Pensamos que o acontecimento funesto podia ter ocorrido conosco. Então, sentimos a pietà. Damos graças por não termos sido destinatários da dor e nos apiedamos dos infelizes que tiveram pior sorte. É por isso que não nos compadecemos com os moribundos de fome, mas nos chocamos com a violência no trânsito. Esta é próxima e podemos ser nós a sofrê-la.Mas algo mais nos assalta nesses momentos: uma quase obrigação de optar. Os argumentos carregam, toda vez, as mesmas alternativas: 1) os fanáticos muçulmanos devem ser esmagados, eles e a sua jihad, ou 2) os Estados Unidos e os seus aliados estão colhendo o que plantaram.
Muitas vezes somos empurrados a tomar posição. A máxima bushiana ecoa: "Quem não está comigo, está contra mim". Devo dizer que há muito me libertei desse dualismo. Larguei o pensamento bi-polar numa lata de lixo, em alguma esquina por onde passei na vida. Troquei-o por um sentimento de vergonha. Tenho pejo de explicar para os meus filhos, porque alguém matou milhares de pessoas e destruiu as torres que eles tanto queriam conhecer. Tenho pudores de dizer que um país invade outro, após impingir, durante anos, enorme sofrimento à sua população civil, porque quer o óleo que está depositado em seu subsolo.O Rafael está reproduzindo o texto "Quando os mortos são os outros", escrito sobre o atentado em Madri. É uma opinião com o qual eu me alinho, com uma pequena divergência: imagino que não nos apiedamos dos palestinos, turcos, iraquianos, afegãos e outros povos do oriente, porque pensamos que as barbáries que eles sofrem não serão cometidas contra nós. Assim, nos tornamos duros como o mármore para as misérias "daquele mundo". A tragédia, então, é maior, porque Michelangelo não virá esculpir a pedra em que nos transformamos e emprestar beleza, ainda que triste, a algo que poderia ao menos ter uma dose de egoísta piedade.
A vingança
Este post e a foto aí de cima estavam ontem aqui, mas foram removidos quando soube do atentado em Londres. Retirei por alguns motivos íntimos, sendo que um deles é a vergonha que, às vezes, eu sinto de ser humano.
____________________
Informação do Léo, na caixa de comentários, dá conta que o texto é de autoria do Xexéu e saiu no jornal O Globo há algumas semanas atrás. Confesso que não sei quem é o Xexéu, mas faço o registro.
Está circulando na Internet:
Toca o celular...
- Alô
- Alô, Senhor Guilherme?
- Sim
- Sr. Guilherme, aqui é da TIM. Estamos ligando para oferecer a promoção TIM 1.382 minutos, onde o Sr. tem direito...
- Desculpe - interrompo, mas com quem estou falando?
- Aqui é Rosicleide Judite, da TIM, e estamos ligando...
- Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de estar conferindo alguns dados antes de continuar a conversa, pode estar sendo?
- ... bem, pode.
- Você trabalha em que área, na TIM?
- Telemarketing Pró Ativo.
- Você tem número de matrícula na TIM?
- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.
- Então terei que estar desligando, pois não posso ter segurança que vou estar falando com uma funcionária da TIM.
- Mas posso garantir...
- Além do mais, sempre sou obrigado a estar fornecendo meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento estar falando com a TIM.
- Minha matrícula é 6696969.
- Só um momento. Vou estar verificando.
(Dois minutos)
- Só mais um momento.
(Mais cinco minutos)
- Senhor?
- Só mais um momento, por favor, meus sistemas estão lentos hoje.
- Mas senhor...
- Pronto, Rosicleide, obrigado por ter estado aguardado. Qual o assunto?
- Aqui é da TIM, estamos ligando para oferecer a promoção TIM 1.382 minutos, onde o Sr. tem direito a falar 1.300 minutos e ganha 82 minutos de graça, além de poder enviar 372 TIM Torpedos totalmente grátis. O senhor está interessado, Sr. Guilherme?
- Rosicleide, vou ter que estar transferindo você para a minha esposa, por que é ela que decide sobre alteração de planos de telefones celulares. Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim.
Coloco o celular em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê do Latino tocando no "Repeat" e vou para o bar tomar uma cervejinha.
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Informação do Léo, na caixa de comentários, dá conta que o texto é de autoria do Xexéu e saiu no jornal O Globo há algumas semanas atrás. Confesso que não sei quem é o Xexéu, mas faço o registro.
Está circulando na Internet:
Toca o celular...
- Alô
- Alô, Senhor Guilherme?
- Sim
- Sr. Guilherme, aqui é da TIM. Estamos ligando para oferecer a promoção TIM 1.382 minutos, onde o Sr. tem direito...
- Desculpe - interrompo, mas com quem estou falando?
- Aqui é Rosicleide Judite, da TIM, e estamos ligando...
- Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de estar conferindo alguns dados antes de continuar a conversa, pode estar sendo?
- ... bem, pode.
- Você trabalha em que área, na TIM?
- Telemarketing Pró Ativo.
- Você tem número de matrícula na TIM?
- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.
- Então terei que estar desligando, pois não posso ter segurança que vou estar falando com uma funcionária da TIM.
- Mas posso garantir...
- Além do mais, sempre sou obrigado a estar fornecendo meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento estar falando com a TIM.
- Minha matrícula é 6696969.
- Só um momento. Vou estar verificando.
(Dois minutos)
- Só mais um momento.
(Mais cinco minutos)
- Senhor?
- Só mais um momento, por favor, meus sistemas estão lentos hoje.
- Mas senhor...
- Pronto, Rosicleide, obrigado por ter estado aguardado. Qual o assunto?
- Aqui é da TIM, estamos ligando para oferecer a promoção TIM 1.382 minutos, onde o Sr. tem direito a falar 1.300 minutos e ganha 82 minutos de graça, além de poder enviar 372 TIM Torpedos totalmente grátis. O senhor está interessado, Sr. Guilherme?
- Rosicleide, vou ter que estar transferindo você para a minha esposa, por que é ela que decide sobre alteração de planos de telefones celulares. Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim.
Coloco o celular em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê do Latino tocando no "Repeat" e vou para o bar tomar uma cervejinha.
quinta-feira, julho 07, 2005
Fragmento [9]

"I'm wandering round and round, nowhere to go
I'm lonely in London, London is lovely so
I cross the streets without fear
Everybody keeps the way clear
I know I know no one here to say hello
I know they keep the way clear
I am lonely in London without fear
I'm wandering round and round, nowhere to go"
[London, London - Caetano Veloso]
quarta-feira, julho 06, 2005
Uót da hel
Se o meu eu principal fosse paranóico, ele ia se enfiar embaixo da cama agora. Só pra chegar antes do jacaré. Aliás, agora não, já tinha ido ontem de manhã cedo. Claro, porque o que sucedeu não é suposição, é fato sucedido. Eu vou explicar tudo direitinho. Julguem vocês.Este blog recebe de 30 a 40 visitas a cada dia. Da meia-noite até as 7 horas da manhã são, em média, de 2 a 5 visitantes. Os demais vêm durante o dia ou à noite. Se querem saber, eu não tenho vergonha disso. Pior é a vizinha do 1701: tem 2 anos e pico que ela não recebe a visita de ninguém. Mas vocês acabaram me desviando do assunto. Pois ontem, às 7:03h, enquanto o leite esquentava no microondas, vim verificar o contador de acessos. Vocês pensam que sabem quantos visitantes havia. Dou 35 chances e dúvido que alguém acerte. Eram 36 hits. Sabem o que é isso? Jesus, thirty-six é mais do que a idade de Cristo!
Parem aí. Não digam um ai!, que tem mais: o fluxo maior era da 1h às 3h da matina. Impossível! Nem o Tiagón e o Gejfin estavam acordados àquela hora.
Fui olhar de onde vinha esse povo todo. Pasmei: United States of America. A folgada maioria. Eu pude até ouvir o barulho das Harley-Davidson: vrummm, vrummm. Let's go! Vrrruuuuuummmmm. Hordas de gringos descendo o globo até Porto Alegre: vup! vup! vup! vup!
Agora pensem: qual a única explicação plausível para isso? Só tinha uma: o Blog-dos-ventos saiu no New York Times. Não podia haver outra. Fui lá. No matches. Nadinha.
Que diabos!, pensei. Foi então, que eu me dei conta: o B*sh estava no blog. Eu tinha colado uma caricatura do Bu*h e, depois, ainda havia citado o Bus* bem aqui. Já tinham me falado de mecanismos de bushca e investigações pela Internet. Mas eu nunca imaginei que eles fossem assim tão eficiente. Questão de horas. É buscha.
É por isso que eu digo: se o meu eu principal fosse paranóico...
Hey, escuta aqui: será que o pessoal da CIA não vai interpretar mal o significado de piparote?
terça-feira, julho 05, 2005
Acerto de contas

Ilustração: autor desconhecido
A Leila lá, narrando o movimento anti-Bush.
É preciso ter calma:
1) se é verdade que o Universo está em expansão, vai estacionar e voltar a se concentrar em 1 ponto;
2) se a gente viver o bastante para estar aqui naquele momento;
3) e o Bush também,
vai chegar um instante em que vamos estar tão perto dele que é só "pliiin". Ele nem vai ter como saber quem lhe deu o piparote na orelha.
Uma do Tancredo
Quando desejam um cargo, alguns políticos costumam plantar notícias na imprensa, com o intuito de constranger o dono da caneta. De Tancredo Neves contam que tinha uma resposta pronta para episódios da espécie. Ele montava o ministério. Um pretendente o procurou dizendo que havia saído num jornal de grande circulação que ele seria nomeado. Outros veículos queriam uma entevista com o "futuro ministro".
- Nunca pensei nisso, respondeu Tancredo.
O outro tentou dar um xeque-mate:
- Mas foi publicado. E agora, o que eu digo pros jornalistas?
Tancredo:
- Diga que eu convidei, mas você não aceitou.
- Nunca pensei nisso, respondeu Tancredo.
O outro tentou dar um xeque-mate:
- Mas foi publicado. E agora, o que eu digo pros jornalistas?
Tancredo:
- Diga que eu convidei, mas você não aceitou.
segunda-feira, julho 04, 2005
Vapt-vupt [3]
Podem dizer o que quiserem mas, se você está comendo um purê de batatas, levar à boca e mastigar (sem perceber) um pedaço de chuchu cozido, perdido pela cozinheira dentro da travessa, é o fim do mundo.
____________________
1'30". Num dia típico de inverno gaúcho moderno (24°C), esse é o tempo exato que uma caneca com 200 ml de leite deve ficar num forno de microondas, graduado em potência 1, para atingir a temperatura ideal de consumo. Deixando mais, aquece muito e forma películas de nata ao contato com o ar. Deixando menos do que isso, toma-se o leite, mas com alguma repulsa.
____________________
Falam que a depressão é uma doença terrível. A pessoa acometida perde o gosto pela vida como se nada mais importasse. Há uma completa perda de energia, o humor fica deprimido, ocorre alteração do apetite, abate-se sobre a pessoa um sentimento de fracasso. Pode-se dizer então, numa metáfora, que a depressão é como achar um pedaço de chuchu cozido numa travessa de purê.
____________________
1'30". Num dia típico de inverno gaúcho moderno (24°C), esse é o tempo exato que uma caneca com 200 ml de leite deve ficar num forno de microondas, graduado em potência 1, para atingir a temperatura ideal de consumo. Deixando mais, aquece muito e forma películas de nata ao contato com o ar. Deixando menos do que isso, toma-se o leite, mas com alguma repulsa.
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Falam que a depressão é uma doença terrível. A pessoa acometida perde o gosto pela vida como se nada mais importasse. Há uma completa perda de energia, o humor fica deprimido, ocorre alteração do apetite, abate-se sobre a pessoa um sentimento de fracasso. Pode-se dizer então, numa metáfora, que a depressão é como achar um pedaço de chuchu cozido numa travessa de purê.
domingo, julho 03, 2005
Never asked question [9]

Pintura: Festa Junina, por Yole Travassos
Teve Festa do Arraial,
lá na conhecida ilha.
Uma pergunta banal:
quantos dançaram quadrilha?
Este post foi inspirado em um mail do meu amigo Mário Goulart, atento observador da cena política e dono de humor sibilino, comentando a Festa do Arraial realizada ontem em Brasília, também conhecida como Ilha da Fantasia.
O homem do (Belo) Horizonte
Uma coisa é certa: em condições normais de temperatura e pressão, a qualquer momento existe pelo menos uma pessoa que está tendo as mesmas idéias que você. Isso é bom porque, se você não tem tempo (ou talento) pra colocar uma opinião no papel, há sempre uma chance de o seu cérebro gêmeo do instante fazê-lo e o escrito cair na sua caixa postal. Neste link, passagem para o texto "O PT não acabou", de Leonardo Avritzer.
Dominó
Não fiquem olhando pra mim. Eu só estava na cena por acaso.Quando o homem da mesa vizinha foi apanhar o saleiro para salgar as fritas, tudo começou.
Momentos antes, um malévolo havia tirado a tampa do saleiro. Depois, virou-o cuidadosamente com a boca aberta para baixo e recolocou a tampa sobre o fundo. Pronto: o fundo agora era o topo. Pois então, quando o pobre homem apanhou o saleiro para salgar as fritas, ele ficou com cara de bobo e o sal ficou todinho sobre a mesa.
Por puro reflexo, a mulher que o acompanhava levou a mão para tentar fazer algo que nem ela tinha noção do que poderia ser. No gesto, sua mão deu um direto num copo de cerveja, lançando o conteúdo no colo do infeliz.
O filho, um moleque com não mais de 10 anos, literalmente explodiu numa gargalhada. Digo explodiu porque, ao varar a boca cheia de refrigerante, o ar vindo do pulmão arrastou o líquido com ele. Parte foi névoa, parte chuva grossa. Pingos da tempestade regaram a revista que a filha de 12-13 anos contemplava. Imediatamente a menina deu um bico certeiro na canela do "São Pedrinho".
O menino ensaiou um choro. O homem, que havia levantado num salto na cena 2, brandiu a mão no ar, ameaçando dar um peteleco em cada um dos fedelhos. Conteve-se.
Quando serviram o meu expresso, agarrei o açucareiro desconfiado como cego que tem amante. Sem levantá-lo da mesa, me atraquei na tampa. Tava limpa. Adocei, bebi, paguei, levantei e sai.
Pela vidraça, pude ver o moleque levando o copo de refrigerante à boca. Pobre homem.
sábado, julho 02, 2005
Corrupto é igual flamengo
Na IstoÉ desta semana, uma entrevista com o psicoterapeuta João Figueiró. Ele diz que é científico: uma vez corrupto, corrupto até morrer.
É por isso que o Blog-dos-ventos, já lá no longínquo 21 de maio, defendia a inelegibilidade eterna para essa turma.
É por isso que o Blog-dos-ventos, já lá no longínquo 21 de maio, defendia a inelegibilidade eterna para essa turma.
sexta-feira, julho 01, 2005
No Shamrock

Como o Filipe precisou ficar em casa, fomos num pé e voltamos no outro. Dez da noite e já havíamos retornado do Shamrock.
Lá, conheci os convidadores Tiagón e o Gejfin, pilotos de dois dos grandes blogs que eu conheço.
Incrivelmente, reconheci um ex-colega da Engenharia da UFRGS que, à época, era só um rosto e hoje, vinte e cinco anos depois, ganhou um nome: Milton Ribeiro, o homem que tem um baita defeito. Estava acompanhado da Cláudia, que desequilibra o casal pro lado do bem.
Fui apresentado também ao Afonso, "o Chato", e sua esposa Clara, "a Grávida da Clarissa".
Havia, ainda, milhares de outras pessoas que conversavam, riam, comiam, degustavam, bebiam e tiravam fotos e fotos e fotos, para as quais não tive oportunidade de dizer mais do que "oi" e "tchau", porque, quando eu vi, já era game over.
Mais detalhes coming soon, nos blogs acima (espero que as fotos me sejam generosas).
Foi tudo muito rápido, mas foi muito bom ter ido.
A arte de ler
Saber ler o que está escrito é arte. Decifrar corretamente as entrelinhas é sublimação. Mas, quando o leitor vai além das entrelinhas, chega ao ponto em que abandona o texto e passa a ler a si mesmo. Não raro, de ledor vira torcedor.
O post "Quase a loteria" produziu alguns comentários curiosos.
A família Anonymous, muito ativa, escreveu:
1) "O dono deste blog só vai se dar conta que apóia corruptos quando eles estiverem atrás das grades? Pior cego é aquele que não quer ver. Será que ele irá abraçado com eles, ou pulará fora na última hora? Diga-me com quem andas que te deirei se vou contigo."
2) "Pois este blog tão lírico e com popularidade crescente está sujeito a cair no ridículo pela defesa insana do blogueiro aos quadrilheiros do PT. Basta ver os comentários aí em cima. Os elogios passaram a ironias e deboches. Roman, larga disto e volta ao bom senso. Senão eu e muitos não voltaremos mais aqui."
3) "Acho que este blog está sendo parcial. Não faz críticas ao atual presidente e membros do PT. Só se preocupa em denegrir o Jefferson, este não precisa de ajuda, mas o Dirceu, Delúbio e assemelhados?"
Os Anonymous acham que o Roman é "cego" e "apóia corruptos".
Eu não preciso reler todos os post para saber que o Ventos nunca defendeu corruptos. Pelo contrário, defende proposta que torna a corrupção crime inafiançável. E quer que a tarrafa pegue todos os peixes, não apenas os que desfilam no noticiário do dia. Pode haver quem não queira. Questão de gosto? Torção? Ódio? Paixão? Quem sabe?
Os Anonymous acham que o Roman é "defensor insano de quadrilheiros do PT" e "parcial".
O Roman gostaria que os Anonymus apontassem onde encontraram essa defesa. Além das entrelinhas? É o contrário disso. O Ventos até tentou ajudar o RJ a acertar o alvo, quando no post "Má pontaria" informou que cinta do Banco do Brasil em maço de notas não significa dinheiro saído daquele banco. O Roman fez isso porque quer ver os "quadrilheiros" apanhados. Vistam a cor partidária que vestirem. Infelizmente o Ventos é lido por alguns poucos e, no depoimento de ontem, o RJ continuou alimentando a CPI com essa informação capenga.
Talvez os Anonymous, por alguma razão que vai além das entrelinhas, não tenham gostado dos posts
1) Vapt-vupt [2]
2) Oh, tempora!
3) Noblat! Noblat!
4) A secretária
5) Habemus Sanctus ou
6) Retrato de uma Era
Paciência. Ocorre que o Roman está vendo pessoas desavisadas (ou não) tomarem o Sr. Roberto Jefferson por herói. Aí, o Roman faz troça disso porque, para ele, o RJ é um Macunaíma de gravata e pulseirinha de ouro.
O post "Quase a loteria" produziu alguns comentários curiosos.
A família Anonymous, muito ativa, escreveu:
1) "O dono deste blog só vai se dar conta que apóia corruptos quando eles estiverem atrás das grades? Pior cego é aquele que não quer ver. Será que ele irá abraçado com eles, ou pulará fora na última hora? Diga-me com quem andas que te deirei se vou contigo."
2) "Pois este blog tão lírico e com popularidade crescente está sujeito a cair no ridículo pela defesa insana do blogueiro aos quadrilheiros do PT. Basta ver os comentários aí em cima. Os elogios passaram a ironias e deboches. Roman, larga disto e volta ao bom senso. Senão eu e muitos não voltaremos mais aqui."
3) "Acho que este blog está sendo parcial. Não faz críticas ao atual presidente e membros do PT. Só se preocupa em denegrir o Jefferson, este não precisa de ajuda, mas o Dirceu, Delúbio e assemelhados?"
Os Anonymous acham que o Roman é "cego" e "apóia corruptos".
Eu não preciso reler todos os post para saber que o Ventos nunca defendeu corruptos. Pelo contrário, defende proposta que torna a corrupção crime inafiançável. E quer que a tarrafa pegue todos os peixes, não apenas os que desfilam no noticiário do dia. Pode haver quem não queira. Questão de gosto? Torção? Ódio? Paixão? Quem sabe?
Os Anonymous acham que o Roman é "defensor insano de quadrilheiros do PT" e "parcial".
O Roman gostaria que os Anonymus apontassem onde encontraram essa defesa. Além das entrelinhas? É o contrário disso. O Ventos até tentou ajudar o RJ a acertar o alvo, quando no post "Má pontaria" informou que cinta do Banco do Brasil em maço de notas não significa dinheiro saído daquele banco. O Roman fez isso porque quer ver os "quadrilheiros" apanhados. Vistam a cor partidária que vestirem. Infelizmente o Ventos é lido por alguns poucos e, no depoimento de ontem, o RJ continuou alimentando a CPI com essa informação capenga.
Talvez os Anonymous, por alguma razão que vai além das entrelinhas, não tenham gostado dos posts
1) Vapt-vupt [2]
2) Oh, tempora!
3) Noblat! Noblat!
4) A secretária
5) Habemus Sanctus ou
6) Retrato de uma Era
Paciência. Ocorre que o Roman está vendo pessoas desavisadas (ou não) tomarem o Sr. Roberto Jefferson por herói. Aí, o Roman faz troça disso porque, para ele, o RJ é um Macunaíma de gravata e pulseirinha de ouro.










